Responsável pela disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica faz balanço positivo do Jubileu do Mundo Educativo.
O professor José Joaquim afirmou ontem ser fundamental recentrar a “missão educativa nos valores espirituais e humanos fundamentais”.
“Os quatro pilares apontados ontem pelo Papa — a interioridade, a unidade, o amor e a alegria — constituem o coração deste jubileu e um grande apelo aos educadores”, disse no final da missa de encerramento do Jubileu do Mundo Educativo, em Roma.
O responsável sublinhou a importância da figura de São João Henrique Newman, proclamado Doutor da Igreja e co-padroeiro da missão educativa da Igreja, e do recuperar a imagem de “Cristo como o grande educador, o educador por excelência”.
“O Papa Leão XIV trouxe-nos esta imagem das Bem-aventuranças como um texto profundamente educativo e pedagógico e um plano para a ação dos educadores. Por outro lado, a figura de São João Henrique Newman é um desafio para as novas gerações”, afirmou.
O diretor da EMRC de Setúbal destacou a dimensão humanizadora da missão educativa, e a importância da rejeição de certas visões que “impedem a liberdade na educação”.
“O Santo Padre lançou-nos desafios claros: o não ao niilismo e o não ao pessimismo. O sim a sermos construtores de pontes, a alcançarmos os corações dos nossos alunos, não apenas com palavras, mas de coração para coração”.
José Joaquim Santos defendeu uma atitude ativa dos educadores católicos nas escolas.
“Cabe-nos identificar situações críticas e ir ao encontro das realidades escolares — entre colegas, professores e alunos — para levarmos uma nova esperança”.
A palavra “esperança”, acrescentou, surge como eixo central deste jubileu e como chave interpretativa para o futuro da educação.
“Fomos chamados a anunciar uma esperança que não engana e que é sinal de futuro”, finalizou.
De acordo com o Dicastério para a Cultura e Educação da Santa Sé, participaram no Jubileu do Mundo Educativo cerca de 15 mil educadores de 14 países.



