Responsável diocesano participou no Jubileu do Mundo Educativo, em Roma
Davide Costa afirmou hoje que o Jubileu deixou “um incentivo e um desafio grandes” aos educadores católicos e, em particular, aos professores de Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC).
No final da iniciativa, promovida no âmbito do Jubileu da Esperança, o responsável mostrou-se convicto de que o evento reforçou a certeza de que “esta é uma causa pela qual vale a pena viver, lutar e entregar-se verdadeiramente”.
“Não estava ali em nome próprio, mas a representar cerca de meia centena de professores da nossa Diocese”, indicou, acrescentando que, logo na Praça de São Pedro, partilhou com os docentes da Diocese uma mensagem de unidade e missão comum.
Segundo Davide Costa, o discurso do Papa destacou quatro pilares essenciais para a ação educativa: interioridade, unidade, amor e alegria. O responsável sublinhou a “alegria” dos educadores como fundamental nos dias de hoje.
“Se não somos cristãos alegres, somos uns tristes cristãos. E, na escola, também não deixamos de ser cristãos.”
Reconhecimento das dificuldades dos docentes
No encontro que manteve na sexta-feira com cerca de 15 mil docentes, o Papa Leão XIV evocou o “desrespeito crescente pela profissão docente” e lamentou as dificuldades enfrentadas por estes profissionais. Para Davide Costa, ouvir estas palavras foi particularmente significativo.
“Sentimos que o Papa sente também as nossas dores. A nossa vida enquanto professores de EMRC nunca foi fácil. Quando pensamos que um problema foi ultrapassado, surge outro”, afirmou.
“Mas este reconhecimento é reconfortante e dá-nos ânimo”, garantiu.
O responsável diocesano considera que as dificuldades fazem parte do caminho cristão e pedagógico: “É o modo de Cristo nos dizer para não nos acomodarmos”.
Interioridade como caminho educativo
A interioridade foi um dos ‘pontos cardeais’ evocados pelo Papa durante o encontro com os educadores. Para Davide Costa, o “ajudar os mais novos a encontrar-se consigo mesmos” já vinha sendo uma prioridade em Viseu.
“Este ano, no primeiro encontro diocesano, dedicámos mais tempo à oração. Sentíamos que era necessário, quase de forma premonitória”, afirmou.
O trabalho com os alunos segue a mesma linha, procurando proporcionar “experiências de reflexão e espiritualidade”, sem “cair em proselitismo”, clarificou.
“Mostramos que existe um caminho cristão e que há exemplos bons. Quem quiser pode segui-lo. Quando o fazemos, sentimo-nos bem connosco próprios e com os outros. E quem sabe se, assim, a descoberta de Deus não acontece.”
Educris | 02.11.2025



