Jubileu 2025: Porto leva a Roma «a esperança dos catequistas» da Diocese

200 catequistas da Diocese do Porto preparam-se para o Jubileu da Catequese, em Roma

O Secretariado Diocesano da Catequese do Porto vai marcar presença em Roma com uma comitiva de catequista em representação “de alguns milhares” que trabalham na catequese da região.

Carlos Novais, da equipa diocesana, e também ele catequista da Paróquia de Sobrado, participa na iniciativa num momento que leva à cidade eterna mais de 700 catequistas de todo o país marcarão presença neste encontro internacional.

“Vou a Roma com muita alegria e gratidão. Ter a oportunidade de estar no coração da Igreja neste jubileu dos catequistas é como regressar verdadeiramente a casa”, afirma.

Como tantos outros catequistas este membro ativo da igreja do Porto diz levar consigo “a história dos catequizandos, dos colegas de missão, da paróquia e da diocese”, e espera que este momento seja “um sinal de unidade, de renovação e de compromisso”.

Catequista desde 2008 Carlos Novais dá conta das “muitas mudanças” que a catequese teve nos últimos anos e sustenta que “ser catequista hoje é mais do que ensinar conteúdos; é testemunhar com a vida, é escutar, acolher, discernir e, acima de tudo, caminhar juntos”.

Integrado na equipa do Secretariado Diocesano da Catequese e fundador do projeto «Fé de Digno», o catequista sustenta que o futuro da catequese passa pela “formação contínua” e por uma “relação de acompanhamento dos catequistas entre si, com os mais novos e famílias” de modo a gerar “uma catequese mais autêntica e enraizada na vida real das pessoas”.

Um novo modo de fazer catequese: a mudança do coração

Em momento de implementação do Itinerário para a catequese em Portugal Carlos Novais faz um balanço positivo do novo modo de entender a catequese e vê, no documento da Conferência Episcopal Portuguesa, um “desafio profético” que convida a “passar de uma catequese centrada em conteúdos para uma catequese centrada na vida e na caminhada de fé das pessoas”.

“Este novo Itinerário ajuda-nos a personalizar, a integrar a vida concreta dos nossos catequizandos, a trabalhar em rede, em comunidade, a valorizar a família, a dimensão digital e a missão intergeracional da catequese. Acredito que é, acima de tudo, uma mudança de coração, de uma catequese para a uma catequese com, e a partir de que temos à nossa frente”, sustenta.

Para Carlos Novais o novo paradigma da catequese transporta consigo a incerteza do caminho, acompanhada da esperança na presença do Bom Mestre.

“O catequista é, hoje, uma sentinela de esperança. Não porque tenha todas as respostas, mas porque é alguém que acredita verdadeiramente no poder do encontro e da palavra. Somos todos chamados a ser uma presença firme, ser uma presença alegre, ser uma presença compassiva, mesmo quando tudo à volta parece que está a desmoronar, e a cair”.

Para o catequista do Porto o desafio da catequese hoje passa pelo anúncio audacioso de dizer a cada criança, jovem, ou família, que tu és amado, tu és esperado, tu tens um lugar na Igreja e no mundo”.

Em ano de esperança Carlos Novais espera que a vivência do Jubileu em Roma seja “um lugar de paragem e recobro de forças para o caminho” na certeza de que “Deus continua a caminhar connosco”.

Educris|25.09.2025

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