
Francisco celebrou eucaristia em Santa Marta, no Vaticano, e lembrou festa da Virgem de Sheshan em Xangai, pedindo orações pelo “nobre povo chinês”
Na sua homilia, e tomando o exceto da primeira leitura em que Tiago, apóstolo, avisa que o salário não pago aos trabalhadores é um clamor que chega a Deus o Papa Francisco apontou a “pobreza” como central na pregação do evangelho:
“Tiago fala dos ricos sem meias palavras, usando palavras duras como as de Jesus. «Ai de vós ricos!» diz-nos o Senhor nas bem-aventuranças. Não é comunismo. É evangelho puro”, apontou citado pelo Osservatore Romano.
Para o Papa argentino a tentação da Igreja, ao longo dos tempos, passou, não poucas vezes, por “retirar da nossa pregação o tema da pobreza por considerarmos que isto é do foro social ou politico. Não! É evangelho puro”, sustentou.
De facto, a pregação de Jesus, dura para com os ricos, percebe-se porque estes deixaram que a riqueza “se transforme em idolatria”:
“Não se pode servir a dois senhores: ou serves a Deus ou às riquezas. As riquezas vão também contra o segundo mandamento, porque destroem a relação harmoniosa entre nós homens, como nos mostra a parábola de Lázaro”.
O Papa apontou para o hoje da história para lembrar “que também aqui na Itália existem aqueles que para salvarem os grandes capitais deixam as pessoas sem trabalho atentando contra o segundo mandamento”.
“Se exploras as pessoas, se exploras o seu trabalho, se pagas mal, se não pagas as contribuições devidas ao estado para a reforma digna dos trabalhadores, se não ‘dás’ férias e fazes ‘engenharias financeiras’ para fugir e não pagar sabe que isso é pecado. Pecado mortal”, alertou o Papa.
No final o Papa rezou para que o Senhor “nos torne livres perante as riquezas. Se o Senhor te deu riquezas deves, em seu nome, fazer o bem aos outros”, pediu.
Educris com Osservatore Romano
Educris|24.05.2018




