Papa Leão XIV apela à paz na Faixa de Gaza e alerta para uso egoísta dos bens materiais

Antes da recitação do Ângelus, o Papa Leão XIV falou da necessidade de uma gestão responsável da vida e dos recursos do mundo, e deixou uma mensagem firme de solidariedade para com o povo da Faixa de Gaza. Leão XIV reiterou o apelo ao fim da violência na região

Na manhã deste domingo, a partir da janela do Palácio Apostólico, no Vaticano, o Papa Leão XIV dirigiu-se aos fiéis reunidos na Praça de São Pedro e aos que o acompanhavam pelos meios de comunicação, com uma mensagem marcada por dois eixos centrais: a responsabilidade cristã na gestão da vida e dos bens materiais, e a urgência de paz na martirizada região da Faixa de Gaza.

Comentando o Evangelho do dia (Lc 16, 1-13), o Santo Padre refletiu sobre a parábola do administrador infiel como ponto de partida para uma profunda interrogação sobre o uso que cada pessoa faz dos bens que lhe foram confiados.

“Não somos senhores da nossa vida nem dos bens de que gozamos; tudo nos foi dado como dom pelo Senhor”, afirmou.

Segundo o Papa, cada ser humano será um dia chamado a “prestar contas” da forma como utilizou os recursos que lhe foram entregues — não apenas diante de Deus, mas também perante a sociedade e as gerações futuras.

Criticando o apego egoísta à riqueza e alertando para os perigos da competição desmedida, o Papa apelou à partilha, à solidariedade e à construção de um mundo mais justo.

“Podemos reconhecer tudo o que temos como um dom de Deus a ser administrado, e usá-lo como instrumento de partilha para criar redes de amizade e solidariedade”, reiterou.

Após a oração mariana, Leão XIV voltou a rezar pelos dramas concretos do mundo, dirigindo-se especialmente aos representantes de associações católicas que trabalham solidariamente com o povo da Faixa de Gaza.

“Aprecio a vossa iniciativa e muitas outras que, em toda a Igreja, expressam proximidade aos irmãos e irmãs que sofrem naquela terra martirizada”, disse o Papa, num tom emocionado.

Reiterando o apoio da Santa Sé à paz no Médio Oriente, Leão XIV lembrou que “não há futuro baseado em violência, exílio forçado e vingança” e que todos os “os povos precisam de paz”.

“Quem os ama verdadeiramente, trabalha pela paz”, afirmou.

A intervenção do Papa surge num momento de grande tensão e sofrimento naquela região, e em plena Assembleia Geral das Nações Unidas onde vários países, incluindo Portugal, já reconheceram ou vão reconhecer o estado da Palestina. A solução dos «dois estados» já havia sido aventada pela Igreja Católica em várias ciscusntâncias.

Educris|21.09.2025

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