Tendo presente o princípio inalienável da centralidade da pessoa humana, encarnado nas palavras do papa Francisco “se os investimentos na banca caem todos acham uma tragédia, mas se as pessoas morrem à fome, não têm de comer nem saúde, não se passa nada”, acreditamos que esta Greve tem presente algumas das nossas preocupações que constam das Linhas de Orientação, aprovadas recentemente no nosso XV Congresso, onde se afirma:
– A desvalorização do trabalho humano e a consequente destruição de tantos postos de trabalho fazem aumentar compulsivamente a precarização laboral e o desemprego;
– O ser humano sem trabalho digno não se realiza, não contribui para o desenvolvimento social nem para a riqueza do país e fica à margem da sociedade;
– Quem nos governa não pensa a sociedade baseada no ser humano, mas nas forças que detêm o poder e interesses económicos;
– As políticas dominantes, impulsionadas pelo mercado financeiro e pelos governantes, levaram à recessão económica e ao ataque generalizado e rápido ao Estado Social.
 
Esta situação impulsiona os militantes:
– A incentivar os desempregados e os cidadãos, em geral, a tomarem nas suas mãos o destino das suas vidas, tornando-se protagonistas na procura de soluções para os problemas individuais e da comunidade;
– A intervir e levar outros a comprometer-se mais ativamente nas associações locais, nas autarquias, nos sindicatos e nas organizações políticas.
Neste sentido a LOC/MTC solidariza-se com todos os trabalhadores e as suas organizações que lutam por uma “Sociedade Justa e Sustentável, com Trabalho para Todos”.
 
Lisboa, 23 de junho de 2013
A Equipa Executiva Nacional da LOC/MTC