A LOC/MTC reuniu em assembleia no passado dia 15 no Centro Pastoral de Viseu com o tema: “ A Saúde ao Serviço do Homem”
O dia iniciou-se com a oração da manhã na qual participou o Senhor Bispo de Viseu D. Ilídio Leandro. De seguida e numa curta intervenção, deixou a todos uma mensagem de esperança, mas sobretudo um alerta das responsabilidades que a LOC/MTC tem, enquanto movimento da Acção Católica. Para D. Ilídio trata-se de um movimento imprescindível ao mundo do trabalho. É cada vez mais difícil evangelizar, e não é apenas através da variada simbologia católica que tal se concretiza. Essa evangelização decorre mais da forma de estar e de actuar em sociedade de cada um e de todos os católicos no seu dia-a-dia, seja qual for a situação com que sejam confrontados. A Acção Católica não pode apenas curar as feridas passando a mão, mas dar a mão como apoio.
Fez votos para que a LOC seja o fermento para transformar a realidade, concretamente a realidade do trabalho.
Afirmou existirem ainda cada vez mais caminhos para percorrer, que esperam por alguém. A crise porque estamos a passar, segundo D. Ilídio, não é só económica mas também de falta de pessoas em especial de juventude, pois há aldeias a desaparecerem e outras a ficarem envelhecidas.
Apelou para que na nossa Diocese ninguém ficasse sem apoio necessário, fazendo questão de lembrar a Encíclica de Bento XVI “Caridade na Verdade”.
Seguiu-se um espaço de formação elaborado e apresentado pelo Senhor Doutor Pardal que descreveu a história e evolução do S.N.S.
Houve de seguida um trabalho de grupos para reflexão dos temas:
“Os serviços de Saúde e a Família”
“Os Serviços de Saúde no Trabalho”,
Embora o S.N.S dê, na generalidade, cobertura aceitável aos problemas comuns, a nível de consultas de especialidade não corresponde às necessidades da população.
É necessário humanizar as prestações de cuidados médicos, (com a existência de formações/ reciclagem dos profissionais desta actividade);
Deve haver testes de aptidão/vocação para o ingresso de novos profissionais de saúde;
É importante que haja um relacionamento afável entre os profissionais de saúde e os utentes. A má educação quer de uma parte quer da outra leva a conflitos que em nada contribuem para uma melhor qualidade dos serviços;
Prestação de cuidados de serviços médicos e de enfermagem pelos profissionais de saúde em sistema de exclusividade para o S.N.S.;
Escalonar as taxas moderadoras mediante os rendimentos de cada utente;
Rever os escalões e encaminhar as receitas obtidas para financiar outros serviços que são pagos na totalidade pelos utentes;
Integração dos acidentes de trabalho na Segurança Social Pública;
Deve-se sensibilizar as pessoas para usufruírem dos cuidados médicos com justiça, evitar todos os abusos. Foi dado como exemplo principal as baixas fraudulentas entre outros;
Alargamento do funcionamento dos serviços de Saúde Pública alargando ou adaptando os horários de funcionamento, para poder dar resposta às necessidades dos trabalhadores;
Embora os médicos que exercem medicina nas empresas provavelmente não estejam sob a alçada do S.N.S, em muitos casos não cumprem as suas obrigações, sendo no entanto pagos para isso. Fica o alerta;
Reforçar os meios para a medicina preventiva e cuidados de saúde permanente, dentro do âmbito da Higiene e Segurança no Trabalho;
Acesso universal aos cuidados de saúde (nas famílias e nos locais de trabalho);
Denúncia oficial das injustiças que ocorrem neste âmbito, perante as Instituições competentes e com poder de decisão;
A Assembleia encerrou com a celebração da Eucaristia presidida pelo senhor padre Matos, coadjuvado pelo Reverendo Dr. Artur.
Dos três grupos de trabalho formados, saíram as seguintes reflexões:
Cada grupo foi desafiado a dar sugestões para melhorar as lacunas existentes/encontradas naqueles dois temas em análise.