A cidade conhecida por “cidade das luzes” viu-se coberta de sombras. E noutras cidades e aldeias do mundo as sombras da guerra continuam. Muitas não passam na televisão! Com as guerras vêm os refugiados e com eles muitas interrogações… a juntar às interrogações de vida de tantos outros homens e mulheres sofridos, mergulhados no desemprego, na precaridade, na incerteza permanente, na desestruturação da vida familiar, na violência doméstica, na pobreza.
O filho de Maria e José, o Deus menino, brincou, cresceu, abraçou, chorou, comoveu-se, e alegrou-se com crianças e jovens, com homens e mulheres, com nacionais e estrangeiros de todas as raças e condições existentes no seu tempo. Assumiu o risco do encontro com o rosto do outro, com a sua presença física que interpela, com a sua dor que incomoda, com a sua alegria que contagia.
Nesta sociedade onde vivem tantas pessoas atropeladas na sua dignidade, amachucadas no seu local de trabalho, retiradas à força do seu ambiente e da sua cultura, escravas das máquinas do nosso tempo: computadores, televisão, telemóveis, máquinas de jogar,… só uma montanha de ternura e afecto pode curar tais feridas e ajudar a levantar os que estão caídos e sem forças. Como cristãos e como cidadãos devemos preocupar-nos com os outros, ter compaixão com o sofrimento de cada um, sair do nosso mundo pessoal para, em comunidade, ver o que faz falta para humanizar o mundo..gif)
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Na LOC/MTC queremos ser no mundo sinal da misericórdia de Deus e queremos fazê-lo pela revolução da ternura. Conscientes da nossa pobreza de recursos, mas com um coração grande, faremos como a Mãe de Jesus que transformou um curral de animais na casa do Filho de Deus, apenas com uns pobres panos mas com uma montanha de ternura.
Iremos privilegiar o encontro com as pessoas em relação às redes sociais e às mensagens de conveniência, assumindo os riscos desses encontros pessoais.
Continuaremos a lutar pela dignidade de todas as pessoas, especialmente do mundo do trabalho acolhendo, abraçando, cuidando e acompanhando.
Para nós, ser discípulos de Cristo é ter a disposição permanente de levar a outros o amor de Deus, manifestado em Jesus, que temos a alegria de ter recebido.
A todos um Natal cheio de ternura e Esperança.
Dezembro de 2015