A LOC/ MTC da Diocese de Viseu reuniu a sua Assembleia de militantes e simpatizantes, no passado dia 19 do corrente mês de Outubro para reflectir sobre o futuro do trabalho numa sociedade em mudança.
Nesta Assembleia pudemos contar com o apoio do senhor cónego Seixas e com a preciosa colaboração do José Costa e da vice-coordenadora Glória Fonseca, esta última em representação da equipa executiva nacional. A assembleia iniciou-se com a oração da manhã. Seguiu-se de imediato a apresentação preparada pelo José Costa do tema em análise, que nos despertou para a reflexão seguinte. Sabemos que é pelo trabalho que o Ser Humano se realiza e através dele participa na construção do Reino de Deus. É o trabalho que está na base dos projectos de vida pessoal e família. Sem trabalho corre-se o risco de não se formarem novas famílias pondo-se em causa a sustentabilidade da sociedade, nas suas diversas vertentes. Por isso o trabalho é um bem comum, social e familiar. São os trabalhadores menos qualificados que mais sentem as dificuldades de acederem ao mundo do trabalho, pelo que é urgente a necessidade da sua formação. Os mais preparados estão mais aptos a arranjarem uma solução. Hoje as mudanças na sociedade são tão rápidas que o imprevisto obriga a uma preparação acrescida dos cidadãos, que devem ser proactivos, ter iniciativa, ser criativos e ter capacidade para empreender.
Há um crescente número de pessoas a viver situações de carência social, económica e afectiva. O momento é crítico, mas como alguém disse um dia, “…valerá sempre a pena recordar o passado mas o que podemos mudar é o nosso futuro”.
Não podemos ficar de braços caídos, prostrados, à espera que a crise passe, temos que reforçar a nossa dimensão de fraternidade. A solidariedade hoje deve ser olhada por vários prismas; solidariedade tem que ser sinónimo de ajuda na subsistência e também na inclusão social. No trabalho devem ser respeitadas as relações humanas e haver entreajuda. A vontade do trabalhador exercer com dignidade as suas funções, é por vezes anulada pela urgente necessidade de um salário, e são aceites muitas vezes condições que não dignificam a sua qualidade humana. Temos que construir uma sociedade mais aberta, no sentir as dificuldades do outro, e darmos mais importância ao “Ser” e não ao “Ter”. Não se pode valorizar o dinheiro em detrimento do ser humano; a sociedade deve assentar em valores morais construídos à luz do Evangelho. É verdade que se vão vendo alguns sinais de mudança sendo que um dos aspectos positivos da crise, foi o que obrigou a alterar o estilo de vida, nomeadamente a distinção, principalmente nos jovens, a fazer-se a distinção entre o necessário e o supérfluo. Como compromisso vamos fazer com que o nosso movimento na Diocese de Viseu caminhe no sentido de uma maior abertura, fazendo encontros com outros movimentos, com o objectivo de se partilharem as dificuldades que são comuns a todos como Igreja. Nós como movimento de trabalhadores temos uma obrigação acrescida, entrarmos no mundo do trabalho, mostrar a nossa solidariedade sendo voz contra as injustiças. Temos que estar sempre atentos ao que nos rodeia, vivendo o nosso compromisso ao serviço dos outros. Finalizamos a nossa Assembleia participando na Eucaristia integrados na comunidade Paroquial.