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Propor as vocações na Igreja local é o convite que o Santo Padre nos faz, na mensagem para o Dia Mundial pelas Vocações, IV Domingo da Páscoa, Bom Pastor.

A celebração deste dia é um convite à oração e reflexão, para conduzir à acção.
Diz-nos o Santo Padre que a arte de promover e cuidar das vocações parte da oração. Imitando Jesus rezamos, para chamar e mostrar sinais de Amor, bem como o dom da Misricórdia do Pai, educamos com a Palavra e com a vida, de modo a preparar discipulos de Cristo capazes de sair de si fazendo discipulos de/em todas as nações.
«Segue-me» esta interpelação, convite que Jesus nos faz descobre-se e constrói-se na intimidade pessoal e comunitária. Sendo uma proposta atrativa pela amizade, exigente pela dedicação e testemunhos na lei do Amor, cresce na descoberta de duas vontades que se intercetam ou confluem.
Quando nos deixamos guiar pela vontade de Deus, a disponibilidade para Ele dispõe-nos a viver em fraternidade.
Bento XVI recorda-nos ainda que não obstante esse chamamento específico para o ministério sacerdotal e a vida consagrada, o Senhor não deixa de chamar em todas as estações da vida para partilhar a sua missão e servir a Igreja. Penso que nos diz que cada um de nós deve questionar-se sobre se está a desempenhar o seu papel na construção da Igreja.
O problema que coloca-se nos dias de hoje é o fraco entusiasmo que se percebe pela vida consagrada ou ministério sacerdotal. A mentalidade do “sempre para os outros”, muitas vezes comanda. Este ano de modo particular impõe-se a pergunta e porque não nós, eu, e porque não os nossos?
No que respeita às vocações todos são responsáveis e tem um papel à escala das suas tarefas Papa, Bispos, Sacerdotes, Religiosas, Comunidade, Catequistas, Família… pois a vocação é seguir Cristo e isso envolve toda a vida, dar testemunho em todos os locais por onde estamos ou simplesmente passamos.
“Queridos irmãos e irmãs, o vosso empenho na promoção e cuidado das vocações adquire plenitude de sentido e de eficácia pastoral, quando se realiza na unidade da Igreja e visa servir a comunhão. É por isso que todos os momentos da vida da comunidade eclesial – a catequese, os encontros de formação, a oração litúrgica, as peregrinações aos santuários – são uma ocasião preciosa para suscitar no Povo de Deus, em particular nos mais pequenos e nos jovens, o sentido de pertença à Igreja e a responsabilidade em responder, com uma opção livre e consciente, ao chamamento ao sacerdócio e a vida consagrada. A capacidade de cultivar as vocações é sinal caracteístico da vitalidade de uma Igreja local.“ Bento XVI