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Por manter a sua actualidade e apresentar desafios ainda muito pertinentes às estruturas da Igreja em Portugal, decidimos voltar a dar a conhecer aos nossos colaboradores os resultados do INQUÉRITO NACIONAL realizado às dioceses em 2004, como preparação aderente à nossa realidade pastoral, com vista ao Encontro Europeu dos Directores Nacionais da Pastoral do Turismo, convocado pela Santa Sé para os dias 6 e 7 de Novembro, no Vaticano.
Segue versão em português e italiano.
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INQUÉRITO ÁS DIOCESES SOBRE A PASTORAL DO TURISMO – 2004
SÍNTESE DAS RESPOSTAS
Notas preliminares
– Como imediata preparação da Igreja em Portugal para o VI Congresso Mundial da Pastoral do Turismo, convocado pelo Conselho Pontifício para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes (CPPMI), e porque este Sector da Pastoral é uma das três prioridades do Plano de Acção da Comissão Episcopal de Migrações e Turismo para 2003-2004, decidimos proceder a um Inquérito Nacional.

– Foi elaborado de forma simples (ver esquema em anexo) para que o maior número de dioceses respondesse e assim recolher o máximo de informações em vista da nomeação eminente de um Director Nacional para este Departamento.
– Foram enviados Inquéritos a todas as Dioceses Portuguesas através de uma carta dirigida ao Secretário Diocesano de Pastoral de Migrações e outra ao próprio Bispo diocesano, primeiro responsável pela pastoral na diocese. O prazo de entrega foi até 10 de Abril de 2004.
– Das 20 dioceses obtivemos 10 respostas de Secretariados, das quais 1 resposta de um bispo e 1 de um vigário episcopal.
– Elenco das (Arqui)Dioceses que se dignaram responder: Angra do Heroísmo, Braga, Bragança – Miranda, Évora, Guarda, Lamego, Portalegre – Castelo Branco, Setúbal, Viana do Castelo e Viseu. É de notar que a maioria são dioceses do Interior e das Ilhas do País.
– A concluir citamos: “a Igreja e o Mundo do Turismo andam desencontrados em Portugal. Há que qualificar cada vez mais a presença da Igreja nesta realidade tão importante para o País. O Turismo é uma grande fonte de riqueza para as populações. Será o “petróleo do séc. XXI”.
1. Resposta das Dioceses que possuem Departamento do Turismo
1.1 – Criação do Departamento dependente do SDPM.
1.1.1 – Em Viseu em 1961 e …Angra do Heroísmo foi criado em 1998. A equipa diocesana com pessoas ligadas a este sector profissional (SATA, Agências de Viagens, Táxis, Hotéis…). A maioria está dependente do SDPM.
1.1.2 – A recriação do Departamento Nacional seria importante para se propor a nível nacional acções de formação para formadores diocesanos. Possibilidade, em função do mandato, de enviar circulares para as estruturas da diocese e da sociedade civil.
1.1.3 – A Pastoral do Turismo deve ficar integrada na Mobilidade Humana sem se criar outro departamento. Vê-se bem a nomeação de um membro da Equipa para acompanhar mais de perto essa realidade, mas sem desmembrar. Não é viável, devido ao escasso investimento humano das dioceses nesta área, a criação de departamento diocesano autónomo.
1.2 – Actividades do Departamento
1.2.1 – Ampla divulgação da Mensagem do Santo Padre para o Dia Mundial do Turismo na Comunicação Social (jornal regional) e distribuição de folhetos/desdobráveis nas Dioceses.
1.2.2 – Por considerar muito urgentes, um secretariado tem em fase de preparação umas Jornadas Turísticas Diocesanas, mas ainda não se realizaram por falta de meios e patrocínios.
1.2.3 – Fornecer informações e produzir partes da Liturgia em diversas línguas durante as celebrações paroquiais, sobretudo, naquelas aonde há consistentes grupos de turistas: praia, campismo, serra, ilhas, termas, turismo rural…
1.2.4 – Edição de folhetos sobre a cidade: serviços, igrejas e locais de interesse prático e artístico.
1.2.5 – Parcerias com Comissão Municipal do Turismo, Directores de Museus, Igrejas, Agências de Viagens, Industria Hoteleira… Foram realizadas poucas iniciativas conjuntas, mesmo se bem preparadas, por falta de apoios concretos e pouca sensibilidade por parte da Igreja.
1. 3 – Questões em aberto
1.3.1 – A necessidade de elaborar um Plano Pastoral Nacional.
1.3.2 – Aproveitar o Curso pela Internet “Turismo e Património Religioso” da Faculdade de Teologia e Instituto do Ensino e Formação á Distância que já existe e é promovido pela Universidade Católica Portuguesa.
1.3.3 – A urgência de convocar para um Encontro Nacional algumas pessoas “sensíveis” e “experientes” para realizar um cuidadoso levantamento das necessidades, dos meios ao dispor e das oportunidades de Evangelização e colaboração com a Sociedade Civil e Empresarial.
1.3.4 – Apostar prioritariamente na Formação de Agentes Pastorais e de Técnicos Operadores Turísticos, cristãos e não, através de Cursos Práticos oferecidos pela própria Igreja.
1.3.5 – Permanece a questão para nós inadiável: como acompanhar os operadores turísticos cristãos e com sensibilidade religiosa?
2. Resposta das Dioceses desprovidas de Departamento do Turismo
2. 1 – Necessidade da criação do Departamento
2.1.1 – Há no País um grande espólio de bens culturais e artísticos (ex. Arte Sacra) que são pólo de atracção para uma certa categoria de apreciadores lusitanos e estrangeiros. A Igreja é co-responsável por estes tesouros e deve dá-los a conhecer ao público. Ter a consciência de que a fé cristã está presente em muito do património artístico e cultural do nosso País.
2.1.2 – Há que recrutar o director e os colaboradores, sobretudo, entre os leigos pois eles estão mais vocacionados para esta dimensão da vida e da comunicação. Apesar de não existir, não se vê viável a criação de outro secretariado. Não se encontram voluntários disponíveis e sensíveis para esta realidade. O SDPM pode manter viva esta vertente da mobilidade.
2.2 – Desafios e valores da Pastoral do Turismo em Portugal
2.2.1 – As Mensagens do Papa contém uma série de desafios muito pertinentes e actuais para a Igreja e para o mundo: a solidariedade, a paz, o encontro de culturas…. que devem ser objecto de reflexão de todos os cristãos.
2.2.2 – A Actividade turística favorece a dignidade pessoal da população local, sua cultura e seu desenvolvimento local e regional através do diálogo.
2.2.3 – É uma grande ajuda para o Comércio local, para os vendedores ambulantes (feiras) e favorece a criação de postos de trabalho a nível da restauração, hotelaria e infra-estruturas de acolhimento.
2.2.3 – Proporciona o estabelecimento de contactos com a Região de Turismo, o INATEL e outros Operadores com vista, sobretudo, à qualificação e divulgação dos espírito religioso e cultural cristão que preside a muitas Romarias, Peregrinações e Festas Locais.
2.2.4 – O turismo atinge na sua maioria pessoas pouco empenhadas na paróquia de residência habitual e que, ás vezes, durante algum tempo de permanência para férias num outro local, se aproximam com maior disponibilidade da fé e de maneira mais pessoal da “Igreja-comunidade”.
2.2.5 – Favorece a integração eclesial dos turistas – portugueses e estrangeiros – na vivência das Celebrações e a participação em iniciativas locais voltadas para o lazer, a arte e a cultura, propostas pela própria paróquia ou Confrarias.
2.2.6 – Sublinha-se a importância do acolhimento antes e depois das celebrações dominicais e o enquadramento dos turistas (portugueses e estrangeiros) na própria celebração valorizando língua (admonições) e a realidade dos países de origem.
2.2.7 – Quem fez aconselha outros a fazer porque muito positivo. Preparar a apresentação de testemunhos de outras formas de viver a mesma fé e caridade noutras regiões do País, da Europa e do Mundo.
2.3 – Questões em aberto
2.3.1 – Investir mais no Ecoturismo pois o País proporciona um grande número de lugares propícios ao equilíbrio de vida, à plena comunhão com a natureza, ao silêncio, ao sossego…
2.3.2 – Fica a percepção de que a maioria dos Hotéis não está em contacto com a paróquia e desconhece os horários das missas para poder informar os utentes crentes que os solicitam. A única presença religiosa reduz-se à Bíblia oferecida da Igreja dos Santos dos Últimos Dias.
2.3.3 – A revalorização turística e dinamização espiritual do Santuário Nacional do Cristo-Rei, na área metropolitana de Lisboa.
2.3.4 – Encorajar estudos “ambientais” e rigorosos controlos/fiscalização com vista a combinar o respeito pela Natureza e o direito do homem a dela usufruir para desenvolvimento pessoal.
2.3.5 – O ser-se desconhecido numa região aonde se está a gozar férias favorece o dialogo e um “anonimato” saudável.
2.3.6 – Necessidade de maior oferta de celebrantes que possa celebrar para certos grupos linguisticos de acordo com línguas diferentes, sobretudo, no Verão para certos grupos de turistas individuais ou viagens organizadas. Também para casamentos mistos linguisticamente.
3. Aspectos positivos comuns
3.1 – O Turismo em Portugal mantém a memória de valores cristãos que fazem parte da tradição cristã de um povo.
3.2 – Reconhece-se como vital para a Igreja o sector do Turismo, mas em certas dioceses, carentes em recursos humanos, não se sente a necessidade de criar um secretariado próprio pois levaria à dispersão de esforços. Cada paróquia deverá ter atenção a esta realidade no seu planeamento pastoral.
3.3 – Reconhece-se como bastante oportuna a habitual Mensagem do Santo Padre para o Dia Mundial do Turismo (Setembro) pelos temas muito actuais e audazes que tem abordado. Ela tem encontrado por parte de alguns SDPM alguma divulgação junto da Comunicação Social Regional, sobretudo, nos meios de inspiração cristã.
3.4 – A convivência e o encontro pacífico de culturas.

3.5 – Os Santuários locais, regionais e nacionais são esplêndidos locais de evangelização se praticarem o autêntico acolhimento religioso e tiverem uma programação adaptada a quem por lá “passa” para uma experiência religiosa “misturada” com tantos outros interesses.
3.6 – Oferecer alternativas saudáveis e libertadoras próprias do turismo através da disponibilidade de espaços “espirituais” e “ambientais” onde refrescar o espírito e fazer experiências de comunidade religiosas (Mosteiro, casas de oração…), guiadas por acompanhadores espirituais ou não.
3.7 – A vivência colectiva e festiva de Romarias, Festas de aldeia, da Semana Santa e de outros momentos fortes do ano civil ou religioso em que até há alguns dias de férias (feriados e fins-de-semana prolongados). Em muitas regiões do Interior há investimentos nessas festas (cartazes, folhetos, roteiros…) por parte das freguesias e municípios.
3.8 – O bem-estar físico, familiar e espiritual é também um dom de Deus.
3.9 – Há lugares onde já se celebra uma Eucaristia ao domingo (INATEL, Praia, Termas, Parque de Campismo e outros, garantida pelo pároco ou então por padres “em férias” nesses locais.
3.10 – Constata-se que a grande maioria das paróquias organiza peregrinações de paroquianos no País e no Estrangeiro (circuitos religiosos) e mantêm relação privilegiada com alguma Agência de Viagens.
4. Aspectos negativos comuns
4.1 – Falta de pessoas – leigos – preparadas na diocese e com competência técnica própria para desenvolver uma reflexão e acção pastoral nesta área.
4.2 – Muito pouca ligação das estruturas da Igreja com as estruturas civis e políticas ligadas ao Turismo: operadores turísticos, guias e interpretes, empresários, trabalhadores, sindicatos e organismos do Estado ou Particulares.
4.3 – Omissão da Igreja: como denunciar (profeticamente) as redes de tráfico humano, turismo sexual e todo uma vasto negócio de publicidade “duvidosa” e marketing “ofensivo” que ofende a dignidade humana da mulher e ofende os pobres que acolhem os turistas.
5. Principais sugestões indicadas quanto ao acolhimento por parte das comunidades cristãs
5.5.1 – Os Secretariados dos Bens Culturais e de Arte Sacra sendo bem coordenados poderão prestar um excelente serviço à causa do Turismo em algumas dioceses, sem que se venham a criar outras estruturas de coordenação diocesana.
5.5.2 – O Corpo Nacional e Escutas (CNE) é um grupo com grandes potenciais para integrar e dedicar-se a esta realidade pastoral numa diocese, pela sua atenção ao Património e ao Ambiente.
5.5.3 – Orientar as Mesas de Confraria e Irmandades dos Santuários para esta realidade, pois têm meios próprios e recursos humanos.
5.5.4 – Tornar acessível a informação a todos e dotar de competências técnicas os profissionais do Turismo religioso para lidar melhor com o turista / peregrino e serem mais fiéis à linguagem religiosa.
5.5.5 – Formar mais e melhores guias turísticos para este tipo de turismo religiosos e espiritual, propondo acções de formação. Boa a iniciativa anual do Santuário de Fátima para os organizadores de peregrinações aquele Santuário. Regista-se a existência da APOAP – Associação Portuguesa de Organizadores e Animadores de Peregrinações. Tem o boletim informativo :“Bordão”.
5.5.6 – As pessoas directamente interessadas e outras “sensíveis” deveriam ter, pela mão da Igreja, acesso a experiências em voga noutros países.
5.5.7 – Criar nos Seminários e nas Faculdades de Teologia a cadeira de Turismo nas suas várias dimensões.
5.5.8 – Nos lugares de lazer e de descanso (auto-estradas) haver informações disponíveis sobre o turismo religioso.
5.5.9 – Muito útil o contacto regular com os sectores do Turismo da paróquia e da Região.
5.5.10 – Instituir Equipas de acolhimento nas paróquias para organizar a “arte de bem receber” os turistas e os “recém-chegados” á terra para fixar residência porque “compraram” casa. Inventar estratégias de evangelização para chegar a todas as pessoas que “passam” pela paróquia.
5.5.11 – Envolver a formação de catequistas e educadores nesta “catequese de oportunidade” que é a mobilidade turística de pessoas e famílias.
5.5.12 – Criar uma “Boa Nova” própria para o caminhante que se desinibe por não estar na sua terra e se torna “anónimo” na multidão para viver a tolerância no seu comportamento e apresenta, em geral, maior sensibilidade no que vê e ouve.
5.5.13 – Motivar sacerdotes e leigos das Confrarias / Irmandades para os verdadeiros objectivos de um Santuário e dos Centros de Peregrinação. Formar “mesas administrativas” para fazerem do acolhimento religiosos o principal fim dos santuários.
5.5.14 – Denunciar os casos detectados de “enganos e maus serviços prestados” por parte de alguns operadores de Turismo e desaconselhar programas duvidosos.
Resumo redigido pela
Obra Católica Portuguesa de Migrações
Lisboa, 22.06.2004
………………..
PORTOGALLO
Rev. P. Rui Manuel da Silva Pedro, cs
Segretario della Commissione Episcopale
per la Mobilità Umana
Inchiesta diocesana sulla Pastorale del Turismo – 2004. Sintesi delle risposte
Note preliminari
– Come immediata preparazione della Chiesa in Portogallo per il VI Congresso Mondiale della Pastorale del Turismo, convocato dal Pontificio Consiglio della Pastorale per i Migranti e gli Itineranti (PCPMI), e poiché questo Settore pastorale rappresenta una delle tre priorità del Piano d’Azione della Commissione Episcopale per le Migrazioni e il Turismo per il 2003-2004, abbiamo deciso di effettuare un’inchiesta nazionale.

– L’inchiesta è stata elaborata in maniera semplice (si veda schema allegato) affinché vi rispondesse il maggior numero di diocesi e potessimo così raccogliere il massimo di informazioni in vista della nomina di un Direttore Nazionale per questo Dipartimento.
– L’inchiesta è stata inviata a tutte le diocesi portoghesi mediante una lettera diretta al Segretario Diocesano di Pastorale delle Migrazioni e un’altra al Vescovo, primo responsabile della pastorale nella diocesi. Il termine di consegna era stato fissato per il 10 aprile 2004.
– Delle 20 diocesi abbiamo ottenuto 10 risposte dai Segretariati, delle quali 1 da un Vescovo e 1 da un Vicario Episcopale.
– Elenco delle (Arci)Diocesi che hanno risposto: Angra do Heroísmo, Braga, Bragança – Miranda, Évora, Guarda, Lamego, Portalegre – Castelo Branco, Setúbal, Viana do Castelo e Viseu. Da notare che per la maggior parte si tratta di diocesi dell’interno del Paese e delle Isole.
– Per concludere citiamo: “In Portogallo la Chiesa e il mondo del turismo camminano separatamente. Occorre qualificare sempre più la presenza della Chiesa in questa realtà tanto importante per il Paese. Il turismo è una grande fonte di ricchezza per le popolazioni. Esso sarà il ‘petrolio del secolo XXI’ ”.
1. Risposta delle diocesi ove esiste un Dipartimento per il Turismo
1.1 – Creazione del Dipartimento dipendente dal Segretariato Diocesano di Pastorale delle Migrazioni (SDPM).
1.1.1 – Il Dipartimento fu creato a Viseu nel 1961 e ad Angra do Heroísmo nel 1998. L’équipe diocesana è composta di persone legate a questo settore professionale (SATA, agenzie di viaggio, compagnie di taxi, alberghi, ecc.). La maggior parte dipende dal SDPM.
1.1.2 – Ricreare il Dipartimento Nazionale sarebbe importante per proporre, a livello nazionale, azioni di formazione per educatori diocesani. Si creerebbe la possibilità, in funzione del mandato, di inviare circolari per le strutture diocesane e della società civile.
1.1.3 – La Pastorale del Turismo deve essere integrata in quella per la mobilità umana senza creare un dipartimento distinto. Si è favorevoli alla nomina di un membro dell’équipe per accompagnare più da vicino questa realtà, ma senza fare uno smembramento. Inoltre, a causa dello scarso investimento umano delle diocesi in quest’ambito, non si ritiene fattibile la creazione di un dipartimento diocesano autonomo.
1.2 – Attività del Dipartimento
1.2.1 – Ampia divulgazione del Messaggio del Santo Padre per la Giornata Mondiale del Turismo nel giornale regionale “Comunicação Social” e distribuzione di pieghevoli nelle diocesi.
1.2.2 – Un segretariato ha in fase di preparazione alcune giornate turistiche diocesane, ritenute molto urgenti ma non ancora realizzate per mancanza di mezzi e di sussidi.
1.2.3 – Fornire informazioni e produrre parti della Liturgia in varie lingue per le celebrazioni parrocchiali, soprattutto in quelle in cui ci sono gruppi consistenti di turisti: spiaggia, campeggio, montagna, isole, terme, turismo rurale…
1.2.4 – Edizione di pieghevoli sulla città: servizi, chiese e locali di interesse pratico e artistico.
1.2.5 – Associazioni con la Commissione Municipale del Turismo, Direttori di musei, chiese, agenzie di viaggi, industria alberghiera, ecc. Sono state realizzate poche iniziative congiunte, pur se ben preparate, per mancanza di appoggi concreti e poca sensibilità da parte della Chiesa.
1. 3 – Questioni pendenti
1.3.1 – Necessità di elaborare un Piano Pastorale Nazionale.
1.3.2 – Avvalersi del Corso su Internet “Turismo e Patrimonio Religioso” della Facoltà di Teologia e dell’Istituto dell’Insegnamento e Formazione a Distanza che già esiste ed è promosso dall’Università Cattolica Portoghese.
1.3.3 – Urgenza di convocare persone “sensibili” ed “esperte” per un Incontro Nazionale al fine di realizzare un’attenta analisi delle necessità, dei mezzi di cui disporre e delle opportunità di evangelizzazione e collaborazione con la società civile e imprenditoriale.
1.3.4 – Stabilire in maniera prioritaria una formazione di operatori pastorali e di tecnici operatori turistici, cristiani e non cristiani, mediante corsi pratici offerti dalla Chiesa.
1.3.5 – Resta la questione, per noi improrogabile, di come accompagnare gli operatori turistici cristiani e con sensibilità religiosa.
2. Risposta delle diocesi ove non esiste un Dipartimento del Turismo
2. 1 – Necessità di creazione del Dipartimento
2.1.1. – Nel Paese c’è un grande quantità di beni culturali e artistici (p.es. Arte Sacra) che sono polo di attrazione per una certa categoria di estimatori lusitani e stranieri. La Chiesa è corresponsabile di questi tesori e deve farli conoscere al pubblico. Occorre avere la consapevolezza che la fede cristiana è presente in buona parte del patrimonio artistico e culturale del nostro Paese.
2.1.1 – È necessario reclutare il direttore e i collaboratori soprattutto tra i laici in quanto essi hanno una maggiore vocazione per questa dimensione della vita e della comunicazione. Anche se non esiste, non si vede fattibile la creazione di un altro segretariato. Non ci sono volontari disponibili e sensibili a questa realtà. Il SDPM può mantenere vivo questo aspetto della mobilità.
2.2 – Sfide e valori della Pastorale del Turismo in Portogallo
2.2.1 – I Messaggi del Papa contengono una serie di sfide molto pertinenti e attuali per la Chiesa e per il mondo: la solidarietà, la pace, l’incontro delle culture …, che devono essere oggetto di riflessione da parte di tutti i cristiani.
2.2.2 – L’attività turistica favorisce la dignità personale della popolazione locale, la loro cultura e il loro sviluppo locale e regionale attraverso il dialogo.
2.2.3 – È un grande aiuto per il commercio locale, per i venditori ambulanti (fiere) e favorisce la creazione di posti di lavoro a livello di ristorazione, alberghi e infrastrutture di accoglienza.
2.2.4 – Contribuisce a stabilire contatti con la Regione del Turismo, o INATEL e altri operatori allo scopo, soprattutto, di valorizzare e divulgare lo spirito religioso e culturale cristiano proprio di molte romerie, pellegrinaggi e feste locali.
2.2.5 – Il turismo coinvolge, in maggioranza, persone poco impegnate nella parrocchia di residenza abituale e che, a volte, durante un certo tempo di permanenza in un altro luogo per vacanza, si avvicinano con maggiore disponibilità alla fede e in maniera più personale alla “Chiesa-comunità”.
2.2.6 – Favorisce l’integrazione ecclesiale dei turisti – portoghesi e stranieri – nell’esperienza delle celebrazioni e nella partecipazione ad iniziative locali dirette allo svago, all’arte e alla cultura, proposte dalla parrocchia o dalla confraternita.
2.2.7 – Si sottolinea l’importanza dell’accoglienza prima e dopo le celebrazioni domenicali o la partecipazione dei turisti (portoghesi e stranieri) nella celebrazione valorizzando lingua e realtà dei Paesi d’origine.
2.2.8 – Chi è attivo in questo campo consiglia gli altri ad agire perché è molto positivo. Preparare la presentazione di testimonianze di altri modi di vivere la stessa fede e carità nelle altre regioni del Paese, d’Europa e del mondo.
2.3 – Questioni pendenti
2.3.1 – Investire maggiormente nell’ecoturismo in quanto il Paese fornisce un gran numero di luoghi propizi all’equilibrio di vita, alla piena comunione con la natura, al silenzio e alla pace.
2.3.2 – C’è la percezione che la maggior parte degli alberghi non sia in contatto con la parrocchia e non conosca gli orari delle messe per poter informare i clienti che ne fanno richiesta. L’unica presenza religiosa si riduce alla Bibbia offerta dalla Chiesa dei Santi degli Ultimi Giorni.
2.3.3 –Rivalorizzazione turistica e dinamizzazione spirituale del Santuario nazionale di Cristo Re, nell’area metropolitana di Lisbona.
2.3.4 – Incoraggiare studi “ambientali” e controlli fiscali rigorosi al fine di combinare il rispetto per la natura e il diritto degli uomini a goderne per il proprio sviluppo personale.
2.3.5 – Il fatto di non essere conosciuto nella regione in cui si stanno godendo le vacanze, favorisce il dialogo e un “anonimato” salutare.
2.3.6 – Necessità di una maggiore offerta di celebranti che possano officiare per determinati gruppi linguistici secondo lingue differenti, soprattutto in estate per certi gruppi di turisti che si muovono singolarmente o in viaggi organizzati, come pure per coppie miste linguisticamente.
3. Aspetti positivi comuni
3.1 – Il turismo in Portogallo mantiene la memoria dei valori che fanno parte della tradizione cristiana di un popolo.
3.2 – Pur riconoscendo di vitale importanza per la Chiesa il settore del turismo, in certe diocesi, carenti di risorse umane, non si sente la necessità di creare un segretariato specifico in quanto comporterebbe la dispersione degli sforzi. Ogni parrocchia dovrà prestare attenzione a questa realtà nella sua programmazione pastorale.
3.3 – Si riconosce appropriato l’abituale messaggio del Santo Padre per la Giornata Mondiale del Turismo (settembre) per i temi molto attuali e audaci affrontati. Esso ha trovato, da parte di alcuni SDPM, una certa divulgazione assieme alla Comunicazione Sociale Regionale, soprattutto nei media di ispirazione cristiana.
3.4 – Convivenza e incontro pacifico delle culture.

3.5 – I Santuari locali, regionali e nazionali sono splendidi luoghi di evangelizzazione se vi si pratica l’autentica accoglienza religiosa e si mette in atto una programmazione adattata a chi “passa” di là per un’esperienza religiosa “unita” a tanti altri interessi.
3.6 – Offrire alternative sane e liberatrici proprie del turismo attraverso la disponibilità di spazi “spirituali” e “ambientali” ove rinfrescare lo spirito e fare esperienze di comunità religiosa (monastero, case di preghiera, ecc.), guidate da accompagnatori spirituali o no.
3.7 – Esperienza collettiva e festiva di romerie, feste di paese, Settimana Santa e altri momenti forti dell’anno civile o religioso in cui ci sono alcuni giorni di vacanza (festivi e fini settimana prolungati). In molte regioni dell’interno utenti e comuni investono in queste feste (manifesti, pieghevoli, itinerari …).
3.8 – Il benessere fisico, familiare e spirituale è anche un dono di Dio.
3.9 – Ci sono luoghi in cui già si celebra una Santa Messa la domenica (INATEL, spiaggia, terme, campeggi e altri), garantita dal parroco o da sacerdoti “in vacanza” in questi luoghi.
3.10 – Si constata che la grande maggioranza delle parrocchie organizza pellegrinaggi nel Paese e all’estero (circuiti religiosi) e mantiene una relazione privilegiata con alcune agenzie di viaggio.
4. Aspetti negativi comuni
4.1 – Mancanza, nelle diocesi, di laici preparati e competenti dal punto di vista tecnico per realizzare una riflessione e un’azione pastorale in questo campo.
4.2 – Scarso legame delle strutture ecclesiali con quelle civili legate al turismo: operatori turistici, guide e interpreti, impresari, lavoratori, sindacati e organismi dello Stato o privati.
4.3 – Omissione della Chiesa: come denunciare (profeticamente) le reti del traffico di esseri umani, del turismo sessuale e tutta una vasta pubblicità “ingannevole” e un marketing “offensivo” che reca oltraggio alla dignità umana della donna e ai poveri che accolgono i turisti.
5. Principali suggerimenti indicati per l’accoglienza da parte delle comunità cristiane
5.1 – Se ben coordinati, i Segretariati dei Beni Culturali e dell’Arte Sacra potrebbero prestare un eccellente servizio alla causa del turismo in alcune diocesi, senza che si vengano a creare altre strutture di coordinamento diocesano.
5.2 – Il “Corpo Nacional e Escutas” (CNE) è un gruppo che, per la sua attenzione al patrimonio e all’ambiente, ha un grande potenziale per integrare e dedicarsi a questa realtà pastorale nella diocesi.
5.3 – Indirizzare i gruppi di Confraternite dei santuari a questa realtà, in quanto dispongono di mezzi propri e di risorse umane
5.4 – Rendere accessibile l’informazione a tutti e dotare di competenze tecniche i professionisti del turismo religioso per lavorare meglio con il turista/ pellegrino ed essere più fedeli al linguaggio religioso.
5.5 – Formare un numero maggiore e migliore di guide turistiche per questo tipo di turismo religioso e spirituale, proponendo azioni di formazione. Buona l’iniziativa annuale del Santuario di Fatima per gli organizzatori di pellegrinaggi a quel santuario. Si registra l’esistenza della APOAP, Associazione Portoghese di Organizzatori e Animatori di Pellegrinaggi, che pubblica il bollettino informativo “Bordão”.
5.6 – Le persone direttamente interessate e altre “sensibili” dovrebbero avere, tramite la Chiesa, accesso alle esperienze in voga nei nostri Paesi.
5.7 – Creare nei Seminari e nelle Facoltà di Teologia una cattedra di turismo nelle sue varie dimensioni.
5.5 – Nei luoghi di svago e di riposo (autostrade) ci dovrebbero essere informazioni disponibili sul turismo religioso.
5.6 – Molto utile il contatto regolare con i settori del turismo della parrocchia e della regione.
5.7 – Istituire équipe di accoglienza nelle parrocchie per organizzare l’ “arte del buon ricevere” i turisti e coloro che vi fissano la propria residenza perché hanno comprato una casa. Inventare strategie di evangelizzazione per raggiungere tutte le persone che “passano” per la parrocchia.
5.8 – Coinvolgere la formazione di catechisti e educatori in questa “catechesi di opportunità” che è la mobilità turistica di persone e famiglie.
5.9 – Creare una “Buona Novella” specifica per il turista che, per il fatto di non stare nel proprio Paese, si sente svincolato e, nella moltitudine, diventa “anonimo”, il che gli consente un comportamento più tollerante e, in generale, gli fa avere maggiore sensibilità nei confronti di ciò che vede e sente.
5.10 – Motivare sacerdoti e laici delle Confraternite per i veri obiettivi di un santuario e dei centri di pellegrinaggio. Formare “gruppi di amministrazione” per fare dell’accoglienza religiosa l’obiettivo principale dei santuari.
5.11 – Denunciare i casi di “frode e cattivo servizio” prestati da parte di alcuni operatori turistici e sconsigliare programmi dubbi.
Riassunto redatto dall’Opera Cattolica Portoghese per le Migrazioni
Lisbona, 22.06.2004