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Fernando Santos, treinador da seleção portuguesa de futebol que este domingo se sagrou campeã da Europa, evocou a sua fé católica no discurso de agradecimento que leu em Paris.

“Em primeiro lugar e acima de tudo, quero agradecer a Deus Pai por este momento e tudo aquilo da minha vida”, disse, numa declaração que, segundo confessou, tinha escrito semanas atrás.

A carta que Fernando Santos escreveu no seu quarto, agradecendo a Deus, foi lida antes das perguntas dos jornalistas, na conferência de imprensa após a final, num tom muito emocionado.

“Por último, mas em primeiro, quero ir falar com o meu maior amigo e sua mãe [Jesus Cristo e a Virgem Maria], dedicar-lhe esta conquista e agradecer por me ter convocado e agradecer por me ter concedido o dom da sabedoria, da perseverança e humildade para guiar esta equipa, com Ele a ter-me iluminado e guiado. Por tudo o que espero e desejo seja para glória de seu nome”, declarou o selecionador português.

Portugal sagrou-se campeão da Europa de futebol, pela primeira vez na sua história, ao bater na final a anfitriã França por 1-0, após prolongamento, com golo de Éder, num encontro disputado na capital francesa.

O percurso de vida e de fé de Fernando tinha estado em destaque na emissão de domingo do Programa ECCLESIA, na Antena 1 da rádio pública.

No dia da final do Campeonato da Europa de Futebol, o programa recordou uma conversa em que o treinador desvenda também como começou a sua relação mais próxima com a fé e a Igreja Católica.

“Não vale a pena projetar, porque só Deus sabe o que vai acontecer na nossa vida”, confessava.

A relação com “Cristo vivo” e a vivência dos seus valores marcaram o percurso de Fernando Santos no mundo do futebol profissional.

“Sempre antes do jogo entrego a minha equipa, ofereço-a a ele, que nos dê a força, a concentração, que leve os meus jogadores a estarem motivados”, realça o selecionador nacional.

Já no sábado, o cardeal-patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, disse à Agência ECCLESIA que esperava a vitória de Portugal na final do Euro 2016, para que fossem “coroados de êxito os esforços da equipa, do treinador e todos aqueles que colaboram na seleção”.

PR/OC – Agência Ecclesia

Recém-nomeado treinador Português Fernando Santos discursa durante sua apresentação na sede da Federação de Futebol Português em Lisboa, em 24 de setembro de 2014. Fernando Santos foi em 23 de nomeado como o novo treinador de Portugal setembro, sucedendo o compatriota Português Paulo Bento.  Santos, que será de 60 no próximo mês, é um ex-treinador da Grécia, a quem ele levou para as quartas de final do Campeonato Europeu de 2012 e a rodada de 16 na Copa do Mundo no Brasil.  AFP PHOTO / FRANCISCO LEONG

AFP PHOTO / FRANCISCO LEONG

Na íntegra: a carta que Fernando Santos leu aos portugueses (e que escreveu há quatro semanas)

“Quero deixar uma palavra ao especial ao presidente [Fernando Gomes, presidente da Federação Portuguesa de Futebol] pela confiança que sempre depositou em mim. Não esqueço que comecei com um castigo de oito jogos, a toda a direção e aos que viveram comigo estes meses. Aos jogadores, quero dizer mais uma vez que tenho enorme orgulho em ter sido seu treinador a estes e aqueles que não estiveram presentes, também é deles esta vitória.”

“O meu desejo pessoal é ir para casa, dar um beijo do tamanho do mundo à minha mãe, mulher, filhos, ao meu neto, ao meu genro e minha nora e ao meu pai, que, junto de Deus, está seguramente a celebrar. A todos os amigos, um abraço muito apertado de obrigado pelo apoio, mas principalmente pela amizade”

“Por último, mas em primeiro, quero ir falar com o meu maior amigo e sua mãe, dedicar-Lhe esta conquista e agradecer por me ter convocado e agradecer por me ter concedido o dom da sabedoria, da perseverança e humildade para guiar esta equipa, com Ele a ter-me iluminado e guiado. Por tudo o que espero e desejo seja para glória de Seu nome.”