Canonização de “santa” Joana já tem tribunal e postulador

Membros do Tribunal (da esquerda): P.e Fausto Oliveira, P.e Rocha, D. António Moiteiro, P.e Pinho Fereira, diác. Araújo, Ledy Vitorino e P.e Pedro Barros

 

O tribunal tomou posse no domingo, sendo constituído por seis elementos. Mons. João Gaspar é o postulador da causa de canonização.

 

Tomou posse no domingo o tribunal do processo de canonização de “Santa” Joana Princesa. O ato decorreu no Dia da Igreja Diocesana – ou não fosse um acontecimento com implicações diocesanas e, só Deus sabe, mundiais, pois se o Papa vier a declarar Joana de Portugal santa, o seu culto pode sair da Diocese de Aveiro e da sua família religiosa (os dominicanos) e estender-se a toda a Igreja Católica. Na segunda-feira, na rede social twitter, D. António Moiteiro reforçou o que há havia afirmado no dia anterior: “Porque acreditamos na santidade da beata Joana de Aveiro, queremos que outros a conheçam e caminhem com ela ao encontro de Jesus Cristo”.
O tribunal é constituído pelos seguintes elementos: P.e Manuel Joaquim Rocha (delegado episcopal), P.e Pinho Ferreira (delegado episcopal adjunto), P.e Fausto Araújo de Oliveira, que é pároco da Glória, onde está o túmulo da Beata Joana, princesa (promotor de Justiça), diácono Manuel Araújo da Silva (promotor de Justiça), Ledy Pinho Vitorino (notária) e P.e Pedro Barros (notário).
O tribunal, que jurou sobre o livro dos Evangelhos e prometeu guardar segredo do seu trabalho, tem como principal missão recolher testemunhos das virtudes de “santa” Joana e das graças por intermédio dela concedidas, entre as quais o necessário milagre para a canonização. No entanto, como esclareceu D. António Moiteiro, será a Santa Sé, com os seus especialistas, a declarar se determinada cura é milagre ou não. O Bispo de Aveiro pediu que todas as graças concedidas sejam comunicadas para a Secretaria Episcopal (Apartado 541 – 3801-901 Aveiro) ou pelo e-mail santajoana@diocese-aveiro.pt.
Antes da tomada de posse propriamente dita, o P.e Nestor Camões Sobral historiou os passos até chegar à constituição do tribunal, destacando-se a carta que o Bispo de Aveiro escreveu à Congregação para as Causas dos Santos (Santa Sé) em 13 de março de 2017 e a resposta do cardeal Amato no dia 23 seguinte. A carta do Bispo de Aveiro referia o “culto imemorial” em Aveiro, a veneração em diversos pontos de Portugal e do mundo, a declaração de padroeira de Aveiro por parte de Paulo VI (1965). O cardeal responsável pela Congregação para as Causas dos Santos respondeu com a necessidade de se elaborar um processo diocesano de recolha de virtudes e atos heroicos, para o qual foi constituído o tribunal.
Para postulador da causa de canonização foi nomeado o monsenhor João Gaspar, até agora vigário-geral da diocese e estudioso da vida de “santa” Joana. D. António Moiteiro referiu no domingo que o monsenhor não poderia fazer parte do tribunal, pois sendo o maior conhecedor da vida de Santa Joana, terá de ser ouvido pelo tribunal como testemunha.