02 de Setembro, em Aveiro, ao longo da história

1516 — O escudeiro Brás de Ferreira, morador na vila de Aveiro, apresentou no lugar de Sá, termo do concelho de Ílhavo, o foral manuelino de 8 de Março de 1514, concedido a Ílhavo, Sá e Verdemilho.

1516 — O escudeiro Brás de Ferreira, morador na vila de Aveiro, apresentou nos Paços do Concelho de Esgueira o foral manuelino de 8 de Julho de 1515, estando presentes, além das pessoas ligadas por seus ofícios à vida local, o povo, que foi chamado por pregões.

1551 — D. Catarina de Ataíde, filha de D. Álvaro de Sousa e de D. Filipa de Ataíde, fez o seu testamento por mão do Padre Frei Domingos da Vitória, prior dos Dominicanos, que logo foi confirmado por seu pai. Por tal instrumento, o Convento de Nossa Senhora da Misericórdia era contemplado com a importância de 20.000 réis de juro anual, para que fosse dada sepultura à testadora e a seus progenitores e descendentes destes, e para que houvesse missa quotidiana pelas almas de todos.

1580 — De uma inquirição de testemunhas a que se procedeu neste dia, apurou-se que o povo da vila de Aveiro, conhecendo a traição que lhe preparavam, prendeu e apupou, na noite de 28 de Agosto, o Dr. Amador de Queirós, por ser traidor a El-Rei D. António, Prior do Crato.

1732 — Nesta data, foi concedida pelo Paço a necessária licença para se imprimir o opúsculo «Aveyro Obsequioso ou Relaçam Metrica das festas, que na nobre villa de Aveyro fizeram seus moradores em applauso de ver restituido o seu dominio ao mais legitimo herdeiro dos seus antigos Duques», escrito por Joaquim Leocádio de Faria e dedicado a D. Gabriel de Lencastre Ponce de Leão, sétimo duque de Aveiro.

1841 — Pelas dez horas da manhã, foi enforcado, no Rossio, Jerónimo dos Santos Brandão, por alcunha o «Cospe Fora», condenado à pena última por sentença de 8 de Março de 1839, confirmada por acórdão da Relação de 29 de Novembro do mesmo ano e mandada executar por portaria de 7 de Agosto de 1841. A condenação resultou do facto de ter assassinado a golpes de machado, segundo as provas produzidas, um tio, conhecido por «Antoninho das Más Horas», para se apropriar dos seus bens. Parece, todavia, que o autor do crime não foi o infeliz condenado.

1856 — Foi inaugurado em Aveiro o telégrafo eléctrico, sendo nessa época independentes os serviços postal e telegráfico.

1874 — Uma portaria governamental permitiu que se conservassem na igreja do extinto Mosteiro de Jesus os objectos de culto, ao cuidado e guarda das senhoras recolhidas no secular convento.

1917 — No tauródromo do Rossio, construído em Abril de 1916, realizou-se uma garraiada sensacional.

1981 — Pela autoridade diocesana foi confirmado o carácter canónico da Irmandade da Santa Casa da Misericórdia de Aveiro e aprovado o seu novo «Compromisso».

Fonte: “Calendário Histórico de Aveiro”, de António Christo e João Gonçalves Gaspar.