10 de Novembro na História de Aveiro

1631 — Foi confirmada a eleição do insigne dominicano aveirense D. Frei Miguel Rangel para bispo de Cochim.

1706 — El-Rei D. Pedro II ordenou que na Câmara de Aveiro não deveria presidir o juiz de fora ou ministro algum bacharel, quando nela se tratassem assuntos militares; nestas ocasiões presidiria o governador da Comarca ou, na sua falta, o capitão-mor e, na falta de ambos, o sargento-mor da Comarca.

1711 — D. António de Vasconcelos e Sousa, bispo da Diocese de Coimbra visitou pastoralmente a freguesia de Santo Isidoro de Eixo, onde viu já principiada a obra da construção da nova igreja paroquial.

1732 — Professou na Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho Frei Manuel de S. José – no século, Manuel Simões Bênção – natural de Sarrazola, da freguesia de Cacia; tendo missionado durante alguns anos no Oriente, acabou os seus dias em Bengala.

1826 — Nomeado par do Reino por El-Rei D. Pedro IV em 30 de Abril passado – como os demais arcebispos e bispos – o bispo de Aveiro D. Manuel Pacheco de Resende escreveu nesta data um ofício ao Marquês de Tancos e Secretário dos Pares, pedindo dispensa de comparecer na Câmara por motivo de idade; a graça foi-lhe concedida em 25 seguinte.

1839 — Com a assistência da Câmara Municipal e das autoridades locais, foram liturgicamente benzidos por Frei Francisco do Rosário, religioso de S. Domingos, o cemitério público e a sua respectiva capela, construídos em parte da cerca que fora do extinto Convento Dominicano de Nossa Senhora da Misericórdia. A Missa, porém, foi celebrada pelo Dr. Gonçalo António Tavares de Sousa, vigário-geral e governador do Bispado de Aveiro.

1868 — O Cónego Dr. José Joaquim de Carvalho e Góis, na qualidade de vigário-geral e governador do Bispado de Aveiro, escreveu uma carta circular a todos os párocos, pedindo-lhes que secundassem a iniciativa da fundação do «Asilo para a Infância Desvalida» – mais tarde com o nome de Asilo de José Estêvão – cuja empresa era patrocinada pelo governador civil, D. José Manuel Meneses de Alarcão. O Asilo viria a ser aberto em 6 de Agosto de 1870.

1884 — Tendo vindo para Aveiro um pequeno grupo de religiosas da Congregação das Dominicanas de Santa Catarina de Sena, que tomaram sob a sua orientação o Colégio de Santa Joana, reabriu efectivamente neste dia essa modelar escola de formação feminina, no edifício que fora o Mosteiro de Jesus.

1901 — Foi solenemente lançada a primeira pedra para a construção do novo edifício do hospital da Santa Casa da Misericórdia, na quinta da Senhora da Ajuda. Usaram da palavra o Conselheiro Francisco de Castro Matoso e o Dr. Jaime de Magalhães Lima, sendo justamente evocado o nome do visconde da Silva Melo, grande impulsionador dessa obra.

1914 — Faleceu em Lisboa, onde se sujeitara a uma operação cirúrgica, o insigne aveirense Gustavo Ferreira Pinto Basto, homem de notável iniciativa e acção e dotado de vontade enérgica, revelada sobretudo no exercício das funções de presidente da Câmara Municipal. Os seus restos mortais foram trasladados para o cemitério central de Aveiro.

1961 — Por proposta do presidente da Câmara Municipal Engenheiro Henrique de Mascarenhas, a Edilidade Aveirense assumiu a iniciativa de comemorar festivamente o primeiro centenário do falecimento de José Estêvão Coelho de Magalhães.

1982 — Foram oficialmente inauguradas as instalações da Fábrica «Renault», em Cacia, e ainda a passagem de nível superior, no mesmo local, com a presença do Presidente da República Portuguesa, General António dos Santos Ramalho Eanes.

1985 — Foi inaugurada a sede da Junta de Freguesia da Vera-Cruz, da cidade de Aveiro, que, concretizando um sonho de dezenas de anos, se separou das instalações da Junta de Freguesia da Glória.

1985 — Na freguesia da Gafanha da Nazaré, a Obra do Apostolado do Mar inaugurou a primeira fase do edifício do Clube «Stella Maris», para acolhimento dos marítimos que demandam o porto de Aveiro ou nele se ocupam em quaisquer profissões.

Fonte: “Calendário Histórico de Aveiro”, de António Christo e João Gonçalves Gaspar.