1620 — Foram concedidos à povoação de Eirol os principais privilégios de freguesia pelo superior do Mosteiro de Grijó, que então tinha jurisdição sobre a igreja de Travassô, da qual Eirol se separava.
1675 — Foi passado um alvará para que os carmelitas descalços, de Aveiro, houvessem da Fazenda Real, desde o dia 1 de Janeiro de 1675 em diante, 320.000 reis de tença em cada ano, de juro e herdade, para sempre.
1675 — Domingues Nunes e António Comes, «imaginários, moradores na Rua das Flores», no Porto, comprometeram-se, por escritura pormenorizada, a fazer o retábulo-mor, com sua tribuna, sacrário e remates, da igreja do Convento de Santo António, a expensas do conde de Vila Verde e morgado e senhor da Casa de Angeja, a quem pertencia a capela-mor da dita igreja, e conforme a traça do Padre Pantaleão da Rocha, «muito perito na arte da arquitectura»; o preço ajustado foi de 100.000 reis.
1756 — Com 61 anos de idade, faleceu no Recolhimento de S. Bernardino, em Aveiro, – que algures se afirma ter falecido em 16 de Agosto de 1756 – a Irmã D. Josefa Maria do Santíssimo Sacramento, que vivera casada com o célebre médico Dr. Brás Luís de Abreu, conhecido pelo nome de «Olho de Vidro».
1758 — El-Rei D. José I, numa carta assinada em Belém, ordenou ao Dr. Miguel de Arriaga Brum da Silveira, do seu Desembargo, que suspendesse todos os magistrados e oficiais da justiça postos pelo duque de Aveiro nas comarcas de Coimbra e de Esgueira e na ouvidoria de Montemor-o-Velho e, em seguida, em nome de Sua Majestade, os restituísse no exercício dos seus cargos, enquanto não fosse determinado o contrário. O auto de suspensão realizou-se no dia 28 do corrente mês.
1842 — Por ordem do Exército desta data, o Batalhão de Caçadores n.º 28, aquartelado em Aveiro, passou a ter o n.º 7.
1857 — Nasceu na freguesia da Oliveirinha do Vouga o Padre Manuel Rodrigues Vieira que, radicando-se em Aveiro, seria jornalista e professor do Liceu local; viria a redigir uma interessante memória sobre «Pessoas e cousas velhas, ou doutro tempo», além de outras «lembranças» e «migalhas» da história de Aveiro.
1857 — Por uma portaria desta data, foi transferido da Guarda para Aveiro o General Silvério Augusto Pereira da Silva, um dos mais distintos engenheiros portugueses, que, como director das Obras Públicas, aqui trabalhou durante trinta anos, realizando uma obra notabilíssima.
1900 — Em Aveiro, na sede da Associação dos Construtores Civis e Artes Correlativas, realizou-se uma mesa redonda em que intervieram João Maravilhas Pereira, do Porto, Tomás Gasparinho, de Aveiro, e Alfredo Pinto Teixeira, mostrando a utilidade das associações operárias.
1933 — Na freguesia da Oliveirinha do Vouga saiu o primeiro número de A Voz do Povo, quinzenário republicano e regionalista que foi dirigido por Manuel Figueira Maio.
1962 — Durante uma imponentíssima cerimónia litúrgica, realizada na Sé Nova de Coimbra e presidida pelo bispo-conde D. Ernesto Sena de Oliveira, recebeu a ordem episcopal D. Manuel de Almeida Trindade, bispo de Aveiro.
1962 — No lugar da Quinta do Picado, da freguesia de Aradas, deu-se uma trágica explosão de foguetes de dinamite, de que resultou a morte de duas pessoas, além de ferimentos de menor ou maior gravidade em diversas.
1971 — Em Esgueira, foi inaugurada a estação dos Telégrafos e Telefones.
1975 — Em portaria desta data, publicada no Diário do Governo, a Direcção-Geral da Acção Regional reconheceu oficialmente a proposta da Comissão Administrativa da Câmara Municipal de Aveiro no sentido de o feriado municipal ser no dia 16 de Maio – data do grito de liberdade na revolução liberal de 1828 – e não no dia 12 de Maio – dia da Princesa Santa Joana, Padroeira de Aveiro – como vinha sendo desde 1952.
1985 — Em Lisboa, no Ministério da Administração Interna, foi conferida a posse do cargo de governador civil de Aveiro ao eixense Dr. Sebastião Dias Marques, que sucedeu ao Dr. Gilberto Parca Madaíl.
Fonte: “Calendário Histórico de Aveiro”, de António Christo e João Gonçalves Gaspar.
