Colaboração dos Leitores É bastante difícil escrever algo sobre a vida de S. José, pois se lermos os Evangelhos não encontraremos grande coisa. S. Marcos não diz nada sobre ele; S. João só o nomeia duas vezes (Jo 1, 45; 6, 42). S. Mateus e S. Lucas que nos relatam a Infância de Jesus, são os mais prolixos – S. Lucas cita-o 25 vezes e S. Mateus 17. Nada sabemos sobre o lugar ou data do nascimento de S. José e a melhor «biografia» resume-se nestas palavras de S. Mateus no capítulo 1, versículo 16: “José, esposo de Maria, da qual nasceu Jesus”.
Mas depois de Maria, S. José é, sem dúvida o maior santo do céu. Enquanto a Deus prestamos culto de latria, aos Santos prestamos culto de dulia, a Maria prestamos culto de hiperdulia, a S. José prestamos culto de protodulia.
Ao longo da História da Igreja, os santos inspiraram-se na humildade do carpinteiro, que teve um papel tão importante no mistério da Encarnação. Todos os Papas, desde Pio IX a Bento XVI, passando pelo beato João XXIII, Paulo VI e João Paulo II, para só citar os mais recentes, manifestaram a sua devoção ao Santo Patriarca. O beato João XXIII, na clausura da primeira sessão do Concílio Vaticano II, no dia 8 de Dezembro de 1962, anunciou que no Canon da Missa, logo a seguir à Virgem Imaculada, S. José seria invocado.
Sabe-se que S. José era de origem real, mas trabalhava com as suas mãos, mais concretamente sabemos que era carpinteiro. Esse facto tem levado os Papas, como Leão XIII, a dedicarem encíclicas em defesa dos trabalhadores – Encíclica Rerum Novarum – que João Paulo II chamou “documento imortal” e para comemorar o 100.º ano da sua publicação escreveu a Encíclica Centesimus annus.
Esta Encíclica foi publicada em 1991, exactamente no dia 1 de Maio, memória de S. José Operário, e não no dia 15 de Maio, data em que se completavam os 100 anos da Rerum Novarum.
Neste dia também é costume celebrar o Dia do Pai, pois S. José, por ser esposo de Maria, foi o pai legal de Jesus.
S. José é também Padroeiro da Igreja Universal, pois assim como foi incumbido por Deus, de velar por Jesus na Terra, continua a velar por todo o Corpo Místico, d’Aquele de Quem recebeu a autoridade paterna.
Maria Fernanda Barroca
