19º lugar

Ponta de Lança Portugal está em 19º lugar no ranking europeu de saúde. O estudo foi feito por uma consultora suíça para o euro Helth Consumer Índex e engloba 30 países. Segundo as considerações do estudo, os aspectos menos positivos e a melhorar são a necessidade de haver um mais fácil acesso dos portugueses aos cuidados de saúde, a redução do tempo de espera nos cuidados primários e nas especialidades e uma melhor gestão dos recursos financeiros do sistema. Isto tendo em conta que Portugal dispõe de uma boa percentagem do Produto Interno Bruto para a saúde.

Nos pontos positivos, o estudo aponta a cada vez mais baixa percentagem de mortalidade infantil, a vacinação obrigatória das crianças, a informação na Internet e as linhas de apoio que funcionam 24 horas/dia.

Este ano, em primeiro lugar ficou a Áustria, seguida da Holanda e da França. Os últimos lugares são ocupados pela Polónia, Bulgária e Letónia. Estamos, por conseguinte… a meio!

É aqui que reside um dos principais problemas do nosso país, sempre a meio, isto é, mediano. Satisfazemo-nos com pouco, o que é perturbador. Os índices de produtividade e de concentração na eficácia das responsabilidades estão sempre subjacentes à entidade superior. As mudanças culturais estão de tal modo entranhadas que, uma valorização, por mais insípida que seja, aparece sempre como um “abono de família”!

Curiosamente, neste contexto, nas frequentes referências à expressão “abono de família” quer-se, com isso, evocar um alto mecenas, falar de um protagonista acima da média (um futebolista que marca muitos golos, um guarda-redes que sustém tudo, uma empresa que emprega uma população…), uma migalha que o Estado distribui (é importante sublinhar “distribui”, porque o Estado somos nós!), adicionando aos magros orçamentos familiares alguns desproporcionados euros.

Num quadro perfeitamente bucólico, visualizamos com exactidão o Zé, de “chapéu” estendido ou enrolado nas mãos, a receber o (novo) apoio, que varia entre os 32 e os 130 euros por mês, de acordo com o diploma aprovado em Julho pelo Governo e que agora entra em vigor.

Para consolo do nosso ranking, lá nos saímos com mais uma expressão clássica: “Ó, ó, é melhor que nada!”

E dá-se o nosso grito de contentamento, qual Ipiranga: “19º… nada mal”!

Desportivamente… pelo desporto!