Em 2011 foram assassinados 26 agentes pastorais da Igreja Católica. O número é inferior ao de 2009 (37 mortes), que tinha sido o mais elevado na última década, mas ultrapassa o registo de 2010 (25), incluindo 18 padres, quatro religiosas e quatro leigos.
Pelo terceiro ano consecutivo, o maior número de mortes aconteceu na América, onde foram assassinados 13 padres e dois leigos, sobretudo na Colômbia (sete pessoas) e no México (cinco). Dois padres, três religiosas e um leigo foram mortos em África, seguindo-se a Ásia, que assistiu à morte violenta de dois padres, uma religiosa e um leigo. Segundo a Fides, agência do Vaticano, que divulgou os dados, um sacerdote católico foi morto na Europa.
O elenco refere-se aos missionários e a todo o pessoal eclesiástico que faleceu de forma violenta ou que sacrificou a sua vida consciente do risco que corria. A agência explica que entre os membros desta lista “provisória”, vários “foram vítimas da própria violência que estavam a combater ou da disponibilidade para ir ao encontro dos outros, colocando em segundo plano a sua segurança pessoal”, enquanto outros foram assassinados em tentativas de assalto ou sequestro.
A Fides destaca, entre os casos apresentados, a morte da irmã Angelina, de 37 anos, assassinada pelo Exército de Resistência do Senhor (LRA, baseado no Uganda) quando prestava assistência sanitária aos refugiados do Sudão do Sul. Outra situação mediática foi o assassinato de Elizabeth Macías Castro, jornalista católica de 39 anos, encontrada na rua, decapitada, após ter sido raptada por narcotraficantes.
Entre 1980 e 2011 morreram mil agentes pastorais da Igreja Católica, 281 dos quais na última década.
Ag. Ecclesia
