27 de Maio, em Aveiro, ao longo da história

1450 — El-Rei D. Afonso V concedeu à Rainha D. Isabel, sua mulher, a dízima alfandegária de diversas mercadorias que viessem ao Reino por determinados portos de mar, entre os quais o de Aveiro.

1500 — Por carta feita em Lisboa, El-Rei D. Manuel I instituiu a favor de D. Jorge, filho bastardo de D. João II, duque de Coimbra, a Casa e o Senhorio de Aveiro, no intuito de por sua morte ser, nos seus descendentes, trocado em duque de Aveiro o título de duque de Coimbra. Logo se estabeleceu a forma da sucessão, que constituiu um caso especial na história do direito familiar português.

1500 — Foi passada a D. Jorge, senhor de Aveiro, carta de doação de Montemor-o-Velho, Penela, Reguengo de Camporês, com suas rendas e direitos.

1624 — Até esta data, e desde 26 de Julho de 1619, entraram pela barra de Aveiro trezentos navios, segundo consta do «Livro dos Registos da Câmara de Aveiro».

1657 — O Papa Alexandre VII concedeu à Confraria do Senhor do Mundo, então erecta na igreja de Nossa Senhora da Apresentação, uma indulgência plenária aos irmãos, em artigo de morte.

1732 — Tendo estabelecido o domicílio em Portugal e havendo prestado vassalagem ao monarca português, D. Gabriel de Lencastre Ponce de Leão foi autorizado por El-Rei D. João V a tomar posse dos bens da Casa de Aveiro.

1756 — El-Rei D. José I, para atender as reclamações dos aveirenses, resolveu ordenar as obras de melhoramento da barra, para o que criou a Superintendência das Obras da Barra e lançou o imposto do «real de água», a pagar por todas as câmaras municipais da Comarca de Esgueira, o qual consistia num real em cada quartilho de vinho e outro em cada arrátel de carne.

1862 — O Dr. Manuel José Mendes Leite publicou no “Districto de Aveiro” um pequeno artigo sobre a morte, ocorrida no dia anterior, do Dr. Francisco José de Oliveira Queirós, comissário de Estudos e reitor do Liceu local. Dos artigos que publicou naquele jornal, no “Campeão do Vouga” e na “Revolução de Setembro”, é este, salvo erro, o único que aparece firmado pelo seu nome.

1887 — Faleceu em sua casa, na Rua Direita, Alfredo Rangel da Costa Monteiro, oitavo – e praticamente o último – administrador da capela dos Santos Mártires.

1952 — O Presidente da República Portuguesa, general Francisco Higino Craveiro Lopes, passou em Aveiro, pelo caminho-de-ferro, em cuja estação lhe foi prestada entusiástica recepção.

Fonte: “Calendário Histórico de Aveiro”, de António Christo e João Gonçalves Gaspar.