28 de novembro na história de Aveiro

1580 — Por um documento desta data, lavrado em Aveiro nas suas próprias moradas, depois da anuência do duque de Aveiro, vê-se que Gil Homem, cavaleiro fidalgo da Casa de El-Rei e comendador da Ordem de Cristo, e sua mulher, D. Isabel do Amaral, resolveram dar de aforamento umas propriedades, que também eram foreiras do dito duque, a saber: umas casas, pomar, vinhas e horta, dentro da vila de Aveiro e no sítio chamado o Campo do Frade, na Granja da Vila Nova. Pretendiam outrossim que se abrisse uma rua, que era muito necessária à serventia desta Vila Nova e a construção de sessenta ou setenta moradias, cujos chãos seriam aforados às pessoas que os quisessem tomar; essa rua, entre a capela de S. Bartolomeu e a Rua de S. Roque, veio a denominar-se Rua do Norte – e hoje de Manuel Luís Nogueira.

1727 — Foi passada carta de familiar do Santo Ofício a Faustino de Bastos Monteiro, bacharel formado em Leis pela Universidade de Coimbra, natural de Aveiro, onde morava.

1815 — Por intermédio do seu procurador, Padre Dr. Manuel Rodrigues Tavares de Araújo Taborda, D. Manuel Pacheco de Resende tomou posse da Diocese de Aveiro como seu bispo.

1871 — Com 30 anos de idade, faleceu em Lisboa o distinto advogado, natural de Aveiro. Dr. António Augusto Coelho de Magalhães, irmão do tribuno José Estêvão, que se evidenciou nas lutas partidárias do século XIX.

1882 — Um grupo de aveirenses, reunidos em assembleia para a legalização da «Companhia de Bombeiros Voluntários de Aveiro», aprovou os seus primeiros estatutos (Bombeiros Velhos). Na imagem, atual sede dos Bombeiros Velhos.

1884 — Uma notícia publicada nos jornais do Porto, segundo a qual a Junta Geral daquele Distrito oferecera ao Governo o terreno necessário para ali se edificar o quartel do Regimento de Cavalaria destinado a Aveiro, determinou que, neste dia, se realizasse no Teatro Aveirense um comício, extraordinariamente concorrido. Combateram-se as pretensões da cidade do Porto e resolveu-se que uma comissão se deslocasse a Lisboa para protestar contra elas junto do Governo e instar pela vinda imediata do Regimento para Aveiro.

1908 — Um punhado de aveirenses, reunidos na velha sede da extinta Associação dos Bateleiros, próxima da capela de S. Gonçalinho, decidiu fundar a Companhia Voluntária de Salvação Pública Guilherme Gomes Fernandes – Bombeiros Novos. Na imagem, painel cerâmico da sede.

1919 — Foi assinada a escritura da constituição de uma sociedade, formada por Dr. André dos Reis, Licínio Pinto, Francisco Pereira, João A. Paula Dias, José de Barros, Manuel Tomás Vieira Júnior, Pompeu Alvarenga e João da Cruz Bento, que deu origem à «Empresa de Louças e Azulejos» – E.L.A. – que se fixou junto do canal do Cojo, em Aveiro, cuja primeira fornada foi em 7 de Agosto de 1920; abriu falência em 1931.

1960 — Uma portaria governamental fixou o perímetro de proteção da igreja das Carmelitas, em Aveiro.

Fonte: “Calendário Histórico de Aveiro”,

de António Christo e João Gonçalves Gaspar.