Visita a um hospital veterinário

“Para ser veterinário é preciso saber matemática?”, pergunta uma jovem de 11 anos, provavelmente desejando que não. A veterinária Joana Alegrete confirma que a Matemática é necessária e acrescenta: “Matemática… é só trabalhar, fazer muito exercício”.

Numa tarde de férias, um grupo de alunas do sexto ano da Aires Barbosa (Esgueira) visita o Hospital Veterinário de Aveiro. Durante o ano, organizaram uma quermesse para angariar fundos para a associação de protecção animal Perdidos&Achados, agora visitam o hospital que funciona no Bairro de Santiago desde 1999. Passam pela sala de tratamento estético, onde os animais são tosquiados (no Verão é melhor ter o pelo curto), pelo consultório, onde cães, gatos, mas também tartarugas, papagaios e coelhos anões são observados, desde que se mantenham mais ou menos calmos em cima da mesa, pelo laboratório, onde se fazem as análises ao sangue, à pele ou às fezes, pela sala de raio X, ou pela sala de operações.

Sendo um hospital, funciona 24 horas por dia e dispõe de internamento, nesta altura ocupado por alguns cães e gatos, uns porque estão a recuperar de alguma doença, outros porque foram recuperados da rua e aguardam alguém que os adopte. E também cheira “a hospital” em alguns espaços, embora neste caso o cheiro resulte da mistura do cheiro dos medicamentos com o das rações.

No final desta visita de sensibilização, as jovens podem observar como a veterinária e a auxiliar tratam a cadela Daisy, encontrada na rua, ferida numa pata traseira. “Ela não nos morde se nós virmos?”, pergunta a Beatriz. Não, não morde. Se os animais não tratam mal quem os abandona, iriam tratar mal quem deles cuida com gosto?

J.P.F.