Mais crianças, mais alegria, mais amor

Uma pedrada por semana Cada ano se vêem nas praias portugueses mais casais estrangeiros com filhos pequenos. Também alguns casais portugueses estão a despertar. Anos atrás não era assim.

Vários países da Europa, sobretudo os mais ricos, trocaram os filhos, durante tempos, por férias em zonas sofisticadas do mundo, por casas luxuosas ou automóveis de alto preço.

A natalidade não tem sempre e só a ver com a situação de pobreza financeira do casal, embora para muitas famílias esse seja um problema real. Tem também a ver com a pobreza interior de muitos ricos, que alteraram, por comodidade e ideologia, a hierarquia dos valores da vida.

Os filhos são fruto do amor. O facto de o amor escassear não altera as leis da reprodução biológica. Aí está tantas vezes a tentação de não querer nascidos os filhos gerados e tão facilmente serem esquecidos pela pobreza de um amor minguado ou mesmo desaparecido, frente ao apregoado direito à realização pessoal e à passagem a outra ligação que põe os filhos a meias ou mesmo sem lugar nem em casa nem no coração. Assim, a riqueza de ter filhos, nem sempre vence a tentação de os não ter, nem aceita com alegria ou os sacrifícios e privações que tal riqueza comporta.

O problema da natalidade não é por isso o simples apoio de ordem social a que os casais têm direito, mas, fundamentalmente, o enriquecimento moral do coração dos casais que podem gerar filhos. Nem é sequer o medo e que a queda da natalidade leve o país para o deserto. Patrocinar o aborto com tanta publicidade, encoraja alguém a gerar filhos?

A. Marcelino