ADERAV aberta à comunidade

Na defesa e estudo do património aveirense As Jornadas sobre património histórico de Aveiro, organizadas conjuntamente pela Câmara Municipal de Aveiro e pela ADERAV – Associação para a Defesa e Estudo do Património Natural e Cultural da Região de Aveiro, foram “um êxito, em termos de participação”, referiu Luís Souto, presidente da associação.

“Houve momentos de debate muito interessantes sobre as realidades históricas, sobretudo na primeira parte, que foi aquela em que a ADERAV teve maior intervenção. Penso que há uma vontade muito grande das pessoas em que iniciativas deste género possam ter continuidade, ou seja, haver um encontro entre pessoas que estudam e que aprofundam aspectos da história de Aveiro e da região e, por outro lado, os que disponibilizam esse conhecimento de uma forma aberta. Quando a ADERAV entra em iniciativas deste género, interessa que elas sejam abertas a toda a comunidade, porque para os académicos há fóruns próprios para especialistas”, sublinhou Luís Souto.

Depois de um período em que a ADERAV não realizou muitos eventos direccionados ao grande público, Luís Souto reconhece que “há muitas pessoas que não conhecem a ADERAV. Nós temos que voltar a aparecer e a aparecer com iniciativas diversas, e em diversas instâncias. Essa é uma aposta da instituição”.

Com mais de duas décadas de intervenção na defesa e estudo do património aveirense, e da região, a ADERAV vê, “de uma forma muito preocupante”, a recente demolição de alguns imóveis antigos, sem o devido acompanhamento arqueológico (como aconteceu na zona do Alboi). No entanto, o presidente da associação realça que “a ADERAV se assume como um ponto de encontro das pessoas que amam a sua terra, que amam Aveiro e que estão preocupadas em manter, de certa forma, a memória, que é um elemento essencial para a própria identidade de Aveiro. Agora, a associação poderá ter um papel de vigilância, de crítica, mas também de elogio, porque quando houver bons exemplos também é importante elogiar, quando há boas práticas é preciso identificá-las e enaltecermos as instituições ou as pessoas que investiram nesse sentido”.

Para que a ADERAV mantenha o seu papel de vigilância, e como os membros da direcção são voluntários, Luís Souto reconhece que “precisamos dos aveirenses que se interessam por estas questões, que têm um forte enraizamento na cultura, que nos façam chegar as suas preocupações. Mas a ADERAV tem a preocupação de que as suas intervenções sejam bastante fundamentadas; por isso, estamos abertos à comunicação de toda a gente e procuramos depois sedimentar as questões, para que essas tomadas de posição possam ter mais eficácia”.

Os interessados podem contac-tar a ADERAV por e-mail: aderav@sapo.pt A associação estava sedeada na Casa Municipal da Cultura – Edifício Fernando Távora, mas, devido á cedência deste imóvel para o Tribunal Administrativo e Fiscal de Aveiro, as colectividades que já estavam instaladas deverão mudar para um novo espaço, provavelmente para o antigo Convento das Carmelitas, onde a ADERAV poderá ser contactada.