Rejeição do homem e defesa dos direitos humanos…

Uma pedrada por semana Arrumando livros e papeis, deparei com uma revista de 1999, publicada em Madrid, que narra a atitude e a resposta escrita, só então descoberta e conhecida, preto no branco, dos Estados Unidos da América, via Henry Kissinger, o omnipotente, quando, na década de setenta, foi pedido, por um alto comissário dos refugiados à Administração americana, asilo e auxilio concreto, a favor das vitimas dos regimes totalitários latino americanos. Era gente do Chile, Argentina, Uruguai e Bolívia, onde os massacres, por razão das suas opções políticas, já então atingia muitos milhares de cidadãos destes países, e outros eram procurados e perseguidos com a certeza prévia de uma execução inevitável. E sem julgamento.

H. Kissinger, que as manobras diplomáticas tornariam mais tarde um Nobel da Paz (!), respondeu secamente: “Não estamos dispostos a aceitar nenhumas dessas pessoas, porque são todas comunistas e terroristas”.

Pois é. Por esses anos e seguintes, a Administração americana fazia gala e publicitava a sua luta pela implementação dos Direitos Humanos em todo o mundo…

Vemos o martírio diário e o clamor do actual Alto Comissário para os Refugiados, que muitos parece ouvirem impávidos e serenos à espera que a Africa se destrua…

Só a leitura correcta da história faz dela a mestra da vida.

A. Marcelino