A medida dos nossos sonhos é a medida das nossas realizações.
J. Kentenich
A oportunidade de fazer melhor está por todo o lado, basta escolhermos agir. Fazer melhor é ver um espaço e preenchê-lo, ouvir um pedido de ajuda e atendê-lo, pegar numa coisa errada e fazê-la correcta. Pegar num canteiro cheio de ervas e limpá-lo, guardar um papel no bolso e esperar por um cesto onde o depositar. Fazer melhor é pagar ordenados aos empregados por tempo de serviço num bem, construir uma casa, pintar uma escola, entusiasmar a juventude, dar alimento aos pobres, revitalizar uma comunidade, ter atitudes irreverentes, desinstaladas, andar de t-shirt no meio de ‘doutorzinhos’, porque o que conta é o que se faz. Fazer melhor é partir para a acção, sem medo de ocupar charneiras porque todo o espaço já está ocupado. É percorrer o caminho sem medo, com determinação, focado no horizonte. Fazer melhor é fazer com paixão, o estar ligado, aventurando-nos para o meio da tempestade e fazê-lo com um propósito.
Li algumas destas ideias, imagine-se, numa caixa de sapatos.
A intenção do marketing era criar o espírito da marca, a identificação destas ideias com quem lhes calça o calçado para poder ir mais longe. Diz-se, de facto, que uma pessoa diz muito de onde quer ir pelo calçado que pode ter. Faz sentido!
Será uma pessoa do género acima descrito que será nomeada sexta-feira como Prémio Nobel da Paz.
A maior parte de nós, não será agraciada algum dia por tão nobre distinção, mas há que ter presente que a avaliação dos nossos desempenhos é sempre condicionada por quem nos avalia.
Portanto, sem ligar demasiado a planos, é importante que saibamos agir hoje, mudando o presente, fazendo melhor…, desde o pequeno-almoço até ao descanso da noite.
São pequenos gestos, pouco mais que símbolos, a maioria deles completamente invisíveis, mas ninguém lhes nega a importância! Imaginemos que amanhã nenhum padeiro faz pão?…
Imaginemos que amanhã a Igreja encerra todos os Centros Paroquiais e Sociais, todas as Organizações Humanitárias que criou, imaginemos que amanhã o padre já não pode entrar no hospital, imaginemos que amanhã a senhora anónima já não visita o doente que está sozinho, imaginemos que amanhã todos os missionários regressam a casa, imaginemos que amanhã toda e qualquer confissão ou convicção era impedida de entrar na escola…
Muito se perdia. Muito testemunho de fé dado pela acção se apagaria. Muita seria a falta que se sentiria.
Chegou, portanto a hora de, no ano de atenção aos pobres, trabalharmos de cabeça erguida, como quem sabe que não faz favores, como quem sabe que vê oportunidades de fazer melhor e o faz sem ter de pedir licença, nem a ministros nem outros que tais, que ameaçam sem saber muito bem a amplitude do que estão a dizer.
Cada um de nós, como ser único e como Igreja, tem um lugar no mundo, e, seja lá onde isso for, o importante é preencher o vazio e fazê-lo melhor que o nada que ele seria sem nós…, sem nunca ofender ou desrespeitar as liberdades, mas com a audácia e o empenho de quem sabe o que está a fazer e o faz bem, sem medos ou silêncios que nos levem, como Igreja, ou como pessoas, à impertinente insignificância.
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É necessário levantarmo-nos contra a pobreza. Dia 17 de Outubro, o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, é o que se fará literalmente, lembrando aos líderes que, a cada dia que passa, 50 mil pessoas morrem de pobreza extrema.
O “Levanta-te” é organizado internacionalmente pelo Global Call to Action Against Poverty.
Dia 17 levante-se com o seu grupo, fotografe e envie para o site http://www.pobrezazero.org/levantate. Não se muda o mundo, mas caminha-se para isso… fazendo melhor!
