Portugal não está em baixa quanto a preocupações de ordem espiritual. Há investigações que documentam o seu crescimento. Pelo contrário, a queda da prática sacramental é impressionante; e esta, na Igreja Católica, é insubstituível.
Bento Domingues
Público, 13-04-08
As dificuldades reais do dia-a-dia de uma grande parte das famílias, a desorientação dos jovens sem perspectivas de emprego ou a brutal judicialização do espaço público são factores demasiadamente fortes para nos permitirem olhar com um mínimo de esperança para o lado bom.
Manuel Carvalho
Público, 13-04-08
Para os portugueses, para a esquerda e para a direita, Angola sempre foi especial. Para os que dela aproveitaram e para os que lá julgavam ser possível a sociedade sem classes e os amanhãs que can-tam. Para os que lá estiveram, para os que esperavam lá ir, para os que querem lá fazer negócios e para os que imaginam que lá seja possível salvar a alma e a humanidade. Hoje, afirmado o poder em Angola e garantida a extracção de petróleo e o comércio de tudo, dos diamantes às obras públicas, todos, esquerdas e direitas, militantes e exploradores, retomaram os seus amores por Angola e preparam-se para abrir novas vias e grandes futuros. Angola é nossa! E nós? Somos de quem?
António Barreto
Público, 13-04-08
Assiste-se, cada vez mais, a um esforço para pôr fim à política. Por todo o lado domina uma espécie de burocracia técnica e jurídica, que afasta os cidadãos da vida do País.
Editorial
Expresso, 12-04-08
O objecto que mais mudou os nossos hábitos sociais não é o computador, nem Internet, nem o cabo, é o telemóvel. (…) Não é a necessidade que justifica a presença quase universal dos telemóveis, desde as crianças de seis anos até aos velhos, os milhões de chamadas a qualquer hora do dia, em qualquer sítio, da missa à sala de aulas, do carro à cama, é o complexo jogo de interacções sociais que ele permite, sem as quais já não sabemos viver. Viver num mundo muito diferente e cada vez mais diferente.
José Pacheco Pereira
Público, 12-04-08
A pior raça de políticos é a que esgrime com o argumento de que tudo o que faz é a bem da pátria, quando o bem que procura tem mais a ver com ela própria do que com os cidadãos e o país.
Manuel Falcão
Jornal de Negócios, 11-04-08
Portugal continua a ser um país onde a denúncia do crime económico é coisa rara e (…) ainda funciona como a separação do lixo nas casas dos portugueses: todos a defendem, mas são poucos os que a praticam.
Francisco Teixeira
Diário Económico, 10-04-08
