Governo nomeia coordenador religioso das cadeias

Por proposta da CEP “Ao abrigo do disposto nos n.ºs 1 e 2 do artigo 13 do Decreto-Lei nº 79/83, de 9 de Fevereiro, nomeio, para coordenador Nacional do Serviço de Assistência Religiosa aos Estabelecimentos Prisionais, o Reverendo Padre João Gonçalves, da Diocese de Aveiro, como proposto pela Conferência Episcopal Portuguesa.(João Luís Mota de Campos – Secretário de Estado Adjunto da Ministra da Justiça, em substituição)

A notícia já foi dada no nosso jornal e se voltamos a ela é porque na última semana houve um encontro entre o responsável cessante, Padre Dâmaso, e o Padre João. E na presença de D. José Alves, responsável por este tão importante sector, houve uma informal passagem de missão pastoral.

O Padre Dâmaso, bem conhecido em todo o País, informou do que se estava a fazer na sua área e o Padre João, agora, a coordenar apresentará, certamente, novas directrizes em universo tão vasto e complexo.

D. José Alves disse ao nosso Jornal que “as cadeias são um mundo cheio de problemas. Pelo que vou conhecendo são casas onde gira muita angústia em quem lá está e em quem directamente lida com o universo prisional.” Para este prelado, há forças que criam climas dramáticos, designadamente no quantitativo das prisões, uma superlotação que não pára de crescer. É preocupante esta situação que mexe com muitas estruturas. É um mundo subterrâneo por onde passa a catástrofe da droga, aliciando os jovens e lançando, a maior parte, nas nossas cadeias” — disse.

O Presidente da Comissão Episcopal da Acção Social e Caritativa aproveitou para evidenciar todo “um trabalho válido, uma doação permanente, de muitos anos, do Padre Dâmaso, a quem a Igreja em Portugal está muito grata”. Teve, por outro lado, palavras encorajantes para com o seu sucessor, Padre João Gonçalves, “um homem, um sacerdote, que já está muito por dentro dos problemas das cadeias e do sector social, um coração muito generoso, todo voltado para os outros. Homem dinâmico e organizado. A Igreja espera muito dele. Ele saberá encontrar a equipa que o leve a coordenar, a nível nacional, e a encontrar caminhos certos nesse submundo”, afirmou D. José Alves.