Em parceria com duas entidades brasileiras Centro pode acolher 25 estudantes e professores no cerrado brasileiro, um ecossistema em grande parte por estudar.
A Universidade de Aveiro (UA), em parceria com a Energias do Brasil (empresa do grupo EDP) e a Fundação Ecológica, é uma das entidades fundadoras do Centro de Conhecimento em Biodiversidade Tropical (Ecotropical), recentemente criado em S. Paulo, no Brasil, com o objectivo de fomentar pesquisas científicas nessa área.
O Departamento de Biologia da Universidade de Aveiro será a entidade responsável pela gestão da unidade de campo no Brasil, cabendo à Energias do Brasil, através do Instituto Energias do Brasil, e à Fundação Ecológica co-financiarem as actividades do Centro de Conhecimento em Biodiversidade Tropical.
Nesse âmbito, cabe ao Departamento de Biologia da UA prestar apoio científico, tecnológico e de inovação para os negócios e actividades daquele Centro, bem como responsabilizar-se pelo conteúdo científico e pedagógico dos projectos e actividades aí desenvolvidas. Para além disso, o Departamento de Biologia da UA irá desenvolver estratégias para uma melhor utilização de competências e infra-estruturas do Centro de Conhecimento em Biodiversidade Tropical, e ainda promover o intercâmbio de estudantes universitários e pesquisadores, nacionais e internacionais, visando a troca de experiências nas áreas de biodiversidade, inovação tecnológica, mudanças climáticas e sustentabilidade.
2500 hectares de cerrado virgem
O Centro de Pesquisa, com capacidade para alojar grupos de 25 estudantes e professores, está situado no meio de uma área de 2.500 hectares de cerrado virgem. O cerrado é um dos ecossistemas brasileiros menos estudados. Com esta parceria, abrem-se perspectivas inesgotáveis para os alunos e docentes da UA, que poderão pesquisar sobre a biodiversidade e a ecologia do cerrado brasileiro. Esse centro situa-se perto de outro, mais próximo da Amazónia, que também será protocolado, no futuro, com a Universidade de Aveiro.
O Ecotropical será um local de referência para a conservação da biodiversidade e de formação científica, em níveis de formação inicial, mestrado e doutoramento. O centro está organizado para receber três tipos de actividades: workshops, estágios de graduação e pós-graduações. Para além disso, servirá como base de pesquisas mais avançadas.
De referir que a Universidade de Aveiro assinou, este ano, um protocolo similar com o Centro de Investigação da Gorongosa, em Moçambique. O Departamento de Biologia da UA pode deste modo realizar actividades de investigação e formação.
C.F.
