A AIDA – Associação Industrial do Distrito de Aveiro vai realizar, no dia 10 de Dezembro, a partir das 14 horas, no auditório da sua sede, uma sessão de informação sobre “Flexissegurança: reformas das políticas de emprego, sociais e laborais”.
Essa sessão de informação visa conhecer, compreender, discutir e analisar os desafios e o impacto inerente às alterações introduzidas pelo conceito de Flexissegurança nas relações laborais e na gestão de activos humanos.
A abertura da sessão será efectuada por Valdemar Coutinho e Alexandra Sá Carvalho, presidente da AIDA e membro da Representação da Comissão Europeia em Portugal, respectivamente.
Arminda Neves, assessora do Gabinete da Estratégia de Lisboa e do Plano Tecnológico, falará sobre “Estratégia de Lisboa: o emprego como factor prioritário”, seguindo-se a intervenção de Gregório Rocha, director da CIP (Confederação da Indústria de Portugal), intitulada “Reforma laboral: impacto nas condições de trabalho”. Após o intervalo, Armindo Silva, director da Direcção Geral do Emprego, Assuntos Sociais e Igualdade de Oportunidades da Comissão Europeia e responsável pelos assuntos do Direito e Condições de Trabalho, apresentará o tema “Modernização do direito do trabalho”, enquanto Joaquim Almeida, coordenador da União dos Sindicatos de Aveiro, irá analisar “A flexissegurança na perspectiva dos trabalhadores”.
O debate final será moderado por Cátia Mateus, do jornal “Expresso”, e será comentado por Celestino Almeida, director do Centro Distrital de Segurança Social de Aveiro.
O que é a flexissegurança?
“Flexissegurança” resulta da junção das palavras “flexibilidade” e “segurança”. Flexibilidade (nos despedimentos) é a pretensão das empresas que querem facilmente adaptar-se às necessidades do mercado. Segurança e protecção (no desemprego) é a resposta às consequências da flexibilidade.
A flexissegurança surgiu na Dinamarca, onde é fácil despedir trabalhadores, mas onde é igualmente fácil contratar, pelo que a taxa de desemprego é das menores da Europa. Durante o tempo de desemprego, o trabalhador goza de uma protecção social que progressivamente vai diminuindo e é incentivado à procura activa de novo emprego.
