Frases da Semana

Os interesses sem princípios são verdadeiros eucaliptos na nossa sociedade. Secam tudo e matam antecipadamente o futuro.

Raul Marques

Correio da Manhã, 23-01-08

E de repente passamos a figurar no mapa. No mapa do terrorismo global, é claro.

António Vitorino

Diário de Notícias, 26-01-08

Portugal, até agora, tem estado a salvo de atentados terroristas. Mas ‘até agora’ é a única expressão temporal que se pode usar nesta matéria.

Editorial

Diário de Notícias, 24-01-08

Um director de programas da RTP tem um papel mais importante do que qualquer Ministro da Cultura e pelo menos tão importante como a soma dos ministros da educação e do Ensino Superior.

António-Pedro Vasconcelos

Sol, 26-01-08

O nosso sistema [bancário] consis-te numa teia de cumplicidades e de fidelidades que se protegem mutuamente sob a batuta omnipresente do poder que está.

António Sampaio e Mello

Público, 27-01-08

É óbvio que em Portugal há corrupção praticada por quem “ocupa cargos relevantes no Estado português”. De resto, não há notícia de Estados imunes ao vírus. O que distingue a realidade nacional do padrão dos Estados mais desenvolvidos da Europa é, por um lado, a elevada incidência da corrupção (…) e, principalmente, a incapacidade do sistema judicial em combatê-la. Oitenta por cento dos inquéritos relacionados com corrupção são arquivados. Em 2006, o número de presos por esse crime rondava a dezena.

Manuel Carvalho

Público, 27-01-08

O Poder Político tem vindo a colocar a Justiça no mercado, à venda, como se fosse um bem de luxo.

António Marinho Pinto

Jornal de Notícias, 23-01-08

Os jornais parecem-se uns com os outros. As notícias são quase iguais. As agendas das redacções são gémeas. Salva-se desta uniformidade, aqui e ali, quem assina o que escreve. Os noticiários das televisões têm agendas iguais. E alinhamentos de notícias também. Os directos, grande vício da televisão portuguesa, são iguais em todos os canais. Cada vez mais, a informação está previamente organizada, não pelas redacções, não pelos jornalistas, mas pelos agentes e pelos assessores. Quem tem informação manda em quem investiga, escreve e transmite.

António Barreto

Público, 27-01-08