Ano novo – esperança nova

Colaboração dos Leitores Salvos na esperança – “Spe salvi”- é o título da segunda encíclica de Bento XVI, publicada em tempo de advento.

Depois de ter iniciado o seu pontificado com um documento sobre o amor, – “Deus caritas est”, lança-nos agora um desafio mais radical e convida-nos a praticar a aventura da esperança, condição essencial e única que nos permite alcançar a salvação.

A esperança é uma virtude que se constrói todos os dias, não uma esperança num deus qualquer, mas a esperança fidedigna num Deus que possui um rosto humano, por nós nasceu, nos amou a cada um em particular, a toda a humanidade no seu todo e por ela deu a vida.

Comprometendo-nos numa dimensão comunitária, recorda-nos a enorme responsabilidade ética que nos assiste, sabendo que ninguém se salva sózinho mas todos somos corresponsáveis na tarefa da conquista da vida eterna.

Mergulhados como estamos num mundo em crises sucessivas, onde a descrença e a desconfiança no transcendente insiste em nos enevoar o horizonte e retirar toda e qualquer réstea do optimismo que ainda nos habita, vale a pena cortar as barreiras circundantes, quebrar os grilhões do pessimismo e apostar na construção da nossa felicidade.

O homem tem cada vez mais ânsias espirituais e necessidade de Deus, pelo que vale a pena apostar no Seu amor.

A salvação é uma meta que está para além do presente e só por si compensa,neste Novo Ano, reforçar a velha luta da redenção.

É a grande capacidade de amar a Deus que redime o homem; e enquanto há vida há esperança. Afinal esta é mesmo a última coisa a morrer e é o grande tesouro da humanidade.

Maria Susana Mexia