A Cruz é uma glória, não uma vergonha

A salvação sempre veio pelo madeiro. Com efeito, no tempo de Noé, a vida foi conservada pela arca de madeira. No tempo de Moisés, ao ver o seu bastão, o mar intimidou-se diante daquele que o golpeava. Teve, então, tanto poder o bastão de Moisés e será ineficaz a cruz do Salvador? O madeiro, no tempo de Moisés, abrandou a água. E do lado de Cristo, a água correu sobre o madeiro. A água e o sangue constituíram o primeiro dos sinais de Moisés; o mesmo ocorreu no último sinal de Jesus. Primeiro, Moisés mudou o rio em sangue; Jesus, no fim, deixou correr de seu lado água e sangue.

Não te envergonhes de proclamar a cruz, pois os anjos a glorificam, quando dizem: Sabemos que procurais Jesus, que foi crucificado (cf. Mt 28, 5). A cruz é, com efeito, uma glória, não uma vergonha!

São Cirilo de Jerusalém

(Cirilo, grande catequista, viveu em Jerusalém entre 315 e 386)