O êxito de uma democracia é ter cidadãos bem informados, activos e dispostos a debater e argumentar. (…) É necessária uma verdadeira reforma moral na forma de se fazer política.
Joaquim Jorge
Jornal de Notícias, 06-02-08
A opinião pública tem má opinião dos políticos. Gosta de atacá-los. E uma forma de atacar é levantar suspeitas.
Joaquim Ferreira do Amaral
Diário Económico, 06-02-08
Infelizmente, as democracias mediáticas abrem caminho ao discurso cosmético, (…) dando até para questionar se é possível ganhar eleições dizendo estritamente a verdade.
Fernando Braga de Matos
Jornal de Negócios, 09-02-08
Portugal está esquizofrénico. Portugal fulaniza-se.
Paula Teixeira da Cruz
Correio da Manhã, 07-02-08
Vive-se um clima de suspeição geral sobre algumas das instituições basilares do Estado.
Paquete de Oliveira
Jornal de Notícias, 07-02-08
O País tornou-se, na melhor das hipóteses, o embaraço de todos; na pior, a nossa humilhação (…). Temos vergonha de Portugal, não nos ocorre respeitar os políticos, não juramos por ninguém, suspeitamos de todos.
Maria João Avillez
Sábado, 07-02-08
Só vai para cargos políticos quem quer, ninguém é obrigado. E quem vai não deve contribuir para ajudar a degradar a imagem de um conjunto de pessoas que exercem uma função nobre que é a função política.
Jorge Coelho
Diário Económico, 07-02-08
Para muitos portugueses, tudo e todos recebem favores, são corruptos; se têm algum sucesso, não é por mérito, jeito, trabalho ou sorte, antes isso é prova irrefutável de desonestidade. (…) Esta atmosfera miasmática faz apodrecer a sociedade portuguesa. E está na base da surpreendente atitude dos portugueses, que muitas vezes apoiam em eleições os que são acusados (ou até pronunciados e condenados) por crimes de corrupção ou outro semelhantes, porque no fundo os consideram vítimas de um sistema em que todos são desonestos e apenas aqueles são transformados em bodes expiatórias.
José Miguel Júdice
Público, 07-02-08
Eu pensava que as pessoas eram mais ou menos indiferentes ao fasto de a Igreja proibir comunhão aos católicos que se divorciem e voltem a casar. Mas fui-me apercebendo de que não é assim. Quando permanecem ligadas à Igreja, é doloroso, Para quem não será doloroso, em qualquer situação, sentir-se excluído?
Anselmo Borges
Diário de Notícias, 09-02-08
