Uma pedrada por semana Já estamos em plena Quaresma. Alguns cristãos, por certo, nem se aperceberam ainda disso, porque não ouviram a palavra sensata e sábia de uma mãe que nos recordou que somos pó e voltaremos ao pó. Mas nos aconselhou também, por confiar na nossa capacidade de ir mais longe, que “mudemos para melhor a nossa vida, nos convertamos ao bem, acreditemos na Boa Nova do amor misericordioso de Deus para connosco e para com todos”.
Hoje só há Quaresma para quem a quiser ter e fazer. Para se viver na rua, tem de se viver, antes e ao mesmo tempo, na intimidade do coração que escuta e responde, no seio da família, no interior do templo, onde nos sentimos congregados e acolhidos à procura com outros irmãos, de mais luz e mais força para não nos conformarmos com o espírito do mundo e podermos ser nele sinais de opções de vida e testemunhas da ressurreição.
António Marcelino
