Plataforma Supra Concelhia do Baixo Vouga Num encontro realizado no Centro Cultural e de Congressos de Aveiro, na passada sexta feira, a Plataforma Supra Concelhia do Baixo Vouga apresentou o documento “Plano de Desenvolvimento Social – Contributos para o Desenvolvimento Integrado da Região do Baixo Vouga”, o qual tem por objectivo agilizar a intervenção social, concertando intervenções na região do Baixo Vouga.
A Plataforma Territorial Supra Concelhia do Baixo Vouga foi cons-tituída no dia 15 de Dezembro de 2006, e abrange os concelhos de Águeda, Albergaria-a-Velha, Anadia, Aveiro, Estarreja, Ílhavo, Mealhada, Murtosa, Oliveira do Bairro, Ovar, Sever do Vouga e Vagos, com o objectivo de “combater a pobreza e a exclusão social, promovendo a inclusão, coesão social e o desenvolvimento social integrado, criando sinergias, estimulando competências e a emergência de recursos através da articulação e planeamento estratégico supra concelhio na região”.
São ainda objectivos da Plataforma “contribuir para a concretização, acompanhamento e avaliação dos objectivos do PNAI – Plano Nacional da Acção para a Inclusão, do Plano Nacional para a Igualdade, e demais instrumentos de planeamento estratégico”, “garantir maior eficácia e eficiência, melhor cobertura e a desejada qualidade às respostas e equipamentos sociais, nos concelhos que integram a Plataforma” e “criar instrumentos de comunicação e informação regulares entre os parceiros sociais”.
O documento apresenta um exaustivo “diagnóstico social” da região do Baixo Vouga, identificando os principais problemas surgidos num vasto conjunto de áreas temáticas, nomeadamente, “Economia local / actividades económicas”, “Emprego / desemprego”, “Formação / qualificação profissional”, “Escolarização”, “Equipamentos / respostas sociais”, “Grupos vulneráveis”, “Habitação / condições de habitabilidade”, “Políticas públicas e sociais”, “Privação / baixos rendimentos”, “Cultura e interacção organizacionais”, “Demografia / população”, “Saúde”, “Família e comunidade”, “Envelhecimento”, “Acessibilidade / mobilidade”, “Ambiente / território”, “Cidadania e participação”, “Comportamentos aditivos e/ ou de risco”, “Criminalidade e segurança” e “Cultura / lazer / turismo”.
De seguida, são apresentadas as acções propostas, que incluem “medidas e instrumentos de potencial apoio” (como programas específicos nacionais e comunitários, entidades e organismos diversos), para os três eixos de intervenção prioritária: “Rede de equipamentos e serviços de apoio a grupos específicos, à família e comunidade”, “Emprego, formação e qualificação” e “Sistema de informação do desenvolvimento social do Baixo Vouga”.
Apesar de exaustivo, os autores deste documento, coordenado por Rui Monteiro, reconhecem que “muitas outras propostas de intervenção podem ainda ser vislumbradas; por isso, a oportunidade está aí, através do recurso às medidas de apoio potencial apresentadas, ou como muitas vezes acontece, recorrendo a recursos próprios, ao mecenato e a outras formas de contribuição que só através das mesmas, certas actividades, serviços e benefícios podem ser alcançadas pelos utentes e pela própria comunidade”.
