O Núcleo de Aveiro da Associação dos Médicos Católicos promoveu, no dia 28 de Fevereiro, uma palestra sobre “A emergência da ética face aos desafios do pluralismo e do relativismo”. O tema esteve a cargo de Luís Manuel Pereira da Silva, que denunciou a “sociologização da verdade”. Com tal expressão, o palestrante pretendeu dizer que há hoje uma desistência da procura da verdade em troca da aceitação como verdade daquilo que é prática social. Neste contexto, a lei “deixa de ser pedagógica e condutora dos comportamentos”, para passar a “regular os comportamentos verificados na ordem social estabelecida”. A ética perde assim a sua força de exigir “o cuidado para com o mais frágil, o mais débil”.
“Esta iniciativa pretendeu chamar a atenção para a responsabilidade que cabe aos médicos católicos, os quais, praticando uma profissão com um importante cariz humano, são norteados por valores que lhes compete defender intransigentemente”, afirma o médico Rogério Leitão, presidente do Núcleo de Aveiro.
A direcção do Núcleo de Aveiro da Associação dos Médicos Católicos está empenhada em revigorar a associação. Este encontro, que decorreu no Hotel Imperial, foi uma etapa no “propósito de dar voz às preocupações que, na prática clínica, os médicos católicos muitas vezes sentem, face ao atropelo das suas convicções”, refere o presidente do núcleo dos Médicos Católicos.
