Olho de Lince Um desencontro provocara uma certa indiferença entre familiares directos. As relações ficaram tensas e as pessoas, a viverem quase paredes meias, não se falavam. Questões de adultos, pensava-se que as crianças fossem alheias a este resfriamento afectivo.
Chegaram as vésperas de Natal. Uma das partes, embora convicta da sua razão, entendeu que a época reclamava um esforço de aproximação e perdão. Corajosamente, foi ao encontro da outra parte. E tudo ficou sanado.
Aí é que se manifestaram as reacções dos mais novos. Para surpresa de todos, um dos pequenitos, sem rodeios nem meias palavras, exclamou para quem quis ouvir: “Estou muito feliz. N e N fizeram as pazes. Estou mesmo feliz! Foi a minha melhor prenda de Natal”!
Afinal, quem pensou que se “rebaixou”, apesar de ter razão, prestou um óptimo serviço: a si, à outra parte, a toda a família, com reflexos educativos evidentes. Ensina-se o perdão e a paz perdoando e refazendo as relações! E como o percebem e o sentem os pequeninos!
Q.S.
