Ainda ou de novo?

Olho de Lince As pessoas recordam-se ainda dos valores de proximidade, património de todos os ambientes, mas com relevo nos meios rurais.

Não raro, essa proximidade desaguava em “irmãos de leite”. As condições precárias de saúde acarretavam situações dramáticas, às vezes trágicas, de bebés que ficavam privados do leite materno logo nos primeiros dias de vida. Nem era necessário pedir. Quem estivesse a amamentar filhos sentia-se normalmente movida a assumir “irmãos de leite” para os seus filhos… E quantas crianças sobreviveram com essas atitudes de caridade genuína!…

Não sei se ainda subsistem ou se vivemos de novo esses valores, cansados de um anonimato e egoísmo destruidores. Certo é que, por força de gravíssimo e súbito problema de saúde da extremosa Mãe, a recém-nascida ficou sem fonte de subsistência. Mas, tão rápida como a surpresa do problema, foi a surpresa da solução: uma amiga e vizinha não hesitou em dar uma “irmã de leite” ao seu filhinho.

E tudo está a correr com muita esperança. A fantasia da caridade é capaz de encontrar resposta para as maiores dificuldades. É um bom sinal! Força para as Mães, que amanhã os seus filhos reconhecer-lhe-ão o mérito.

Q.S.