A Bíblia em perguntas e respostas

1. Quando é que a Bíblia ficou com a divisão definitiva, em capítulos e versículos, como hoje a temos?

a) Desde sempre. Os autores, à medida que a escreveram, foram introduzindo a numeração

b) Só após o II Concílio do Vaticano

c) Na Idade Média

d) No séc. XVI.

2. O livro dos Actos dos Apóstolos é a segunda parte da obra de…

a) São Mateus

b) São Marcos

c) São Lucas

d) São João.

3. No Templo de Jerusalém havia uma parte reservada em que apenas o Sumo Sacerdote, e somente uma vez por ano, podia entrar. Chamava-se:

a) Santos dos Santos

b) Altíssimo

c) Esplanada do templo

d) Tenda do encontro.

4. A “Cidade de David” é:

a) Belém, onde nasceu

b) Cesareia

c) Jerusalém

d) Jericó.

Respostas

1. d) No séc. XVI. Mais concretamente, a primeira Bíblia “católica” dividida em capítulos e versículos como as que hoje temos, foi publicada em 1592 pelo Papa Clemente VIII. Essa Bíblia seguia a numeração estabelecida em 1555 por Robert Stefano, um editor protestante. Por sua vez, a Bíblia de Robert Stefano, no Antigo Testamento seguia a divisão em versículos feita pelo frade dominicano Santos Pagnino, em 1528, mas introduzia uma nova numeração no Novo Testamento. A divisão em capítulos vinha já da Idade Média. Fora feita em 1220 por Stefan Langton, quando era professor da Sorbonne, Paris (viria mais tarde a ser bispo de Cantuária, Inglaterra).

Houve outras tentativas de divisão que, como é óbvio, não pegaram. Numa delas, com difusão no séc. V, Mateus tinha 68 capítulos, Marcos 48, Lucas 83 e João 18 (na divisão actual têm, respectivamente, 28, 16, 24 e 21 capítulos).

2. c) São Lucas. No início de Actos, São Lucas escreve: “No meu primeiro livro, ó Teófilo, narrei as obras e os ensinamentos de Jesus…” (Act 1,1). Refere-se ao seu Evangelho, em cujo início se dirige igualmente a Teófilo: “Resolvi, depois de tudo ter investigado cuidadosamente desde a origem, exporte os factos, por escrito e pela sua ordem, a fim de reconheceres a solidez da doutrina em que foste instruído” (Lc 1,3.4).

3. a) Santo dos Santos (“debir”, em hebraico). Nele o sumo sacerdote entrava uma vez por ano, na altura da festa da Expiação (festa do perdão “geral” dos pecados do povo israelita). Parte mais inacessível e sagrada do templo, era no Santo dos Santos que estava a Arca da Aliança (que continha as tábuas da Lei) e onde Deus se encontrava com Israel. Sobre o Santo dos Santos, a que também se dá o nome de sala do propiciatório (1 Cr 28,11), ver Ex 26,31-33.36s; Lv 16,12.15; 1 Rs 6,19.

4. c) A chamada “Cidade de David” é Jerusalém, que foi conquistada pelo rei nascido em Belém. Na realidade, “Cidade de David”, no início, correspondia somente a uma colina de Sião (ou Jerusalém; 2 Sm 5,6-9; 1 Cr 11,4-8). Mas após a morte do rei, que escolheu Jerusalém para capital, a expressão passa a ser aplicada a toda a cidade.