Há duas décadas, alguns julgaram que a integração europeia serviria para importar disciplina orçamental e as míticas “reformas estruturais”. Acontece que, tanto os governos como a população viram a integração pelo outro lado: o dos subsídios e do crédito barato. Foi deste modo possível viabilizar, no momento em que já entrara em colapso, uma cultura política assente na suposta omnipotência do Estado para transformar expectativas e ambições em direitos e generalizar a vida da classe média sem o correspondente património e esforço.
Rui Ramos
Público, 09-07-08
Sem cânticos, nem homilias de “qualidade”, a juventude acha a missa uma “seca”, como se o fim da missa consistisse em a divertir.
Vasco Pulido Valente
Público, 13-07-08
No espaço mediterrânico joga-se o futuro do diálogo entre culturas e religiões. (…) Os países do Mediterrâneo estão em condições de erguer uma barreira contra a intolerância, o integrismo e o extremismo.
Jorge Sampaio
Público, 13-07-08
Os jovens queixam-se de que as celebrações são uma seca e, frequentemente, têm razão. Onde estão a possibilidade de participação e de diálogo e homilias iluminantes da vida e dos seus problemas e a festa?
(…) Autênticas comunidades cristãs têm de assentar em três pilares: fé viva e capaz de dar razões, prática do amor e da justiça, celebrações belas a fortalecer a vida e a fé e a dar horizonte de sentido último à existência.
Anselmo Borges
Diário de Notícias, 12-07-08
A imigração é uma oportunidade, uma escolha do imigrante e uma decisão de aceitação da sociedade de acolhimento. A convergência destas duas vontades deve traduzir-se num compromisso recíproco.
António Vitorino
Diário de Notícias, 11-07-08
O chinfrim em torno do futebol e seus escândalos tem anestesiado a mente, já de si avariada, do português médio.
Baptista-Bastos
Jornal de Negócios, 11-07-08
O governo foi surpreendido com a dimensão da crise e a dimensão da reacção da sociedade portuguesa. O optimismo durou tempo de mais.
Henrique Neto
Correio da Manhã, 9-07-08
O mundo não está em “crise”. Somos nós, países industrializados ocidentais, na Europa e nos EUA, que estamos em “crise”, não é o mundo. Bem pelo contrário, o mundo está bem e recomenda-se.
José Pacheco Pereira
Público, 12-07-08
