Olho de Lince O lugar e o tempo de férias eram propícios a uma certa facilidade da parte daquela mãe, em relação à esquisitice do filhote, o qual, à semelhança de muitos, fazia dificuldade em comer o que estava no prato.
Sem rodeios nem respeitos hu-manos, a senhora disparou o argumento mais convincente: “Olha que, na Etiópia, há muitos meninos que não têm nada para comer”. E o facto é que resultou. O miúdo deixou de recalcitrar e comeu sem necessidade de grandes “magias”.
Lembrar, desde pequenino, que se deve agradecer o que se tem e pensar naqueles que têm menos ou nada têm é um processo educativo para a sobriedade e a solidariedade. E os educadores não se podem omitir, mesmo quando estão em ambientes que parecem alheios à penúria que vai por esse mundo além.
Várias pessoas perceberam este gesto educativo da mãe. Não me apercebi de reprovações, mas senti concordâncias. Oxalá que o eco dessa atitude multiplique as mesmas chamadas de atenção.
Q.S.
