“O diálogo leva à paz.” Esta é a grande conclusão do encontro promovido pela Comunidade de Santo Egídio, que decorreu em Aachen, na Alemanha, e que reuniu cerca de 500 participantes, entre líderes religiosos e pensadores laicos, de vários quadrantes.
Este encontro, que continua a reflectir o espírito de Assis, lançado como desafio aos homens e mulheres de todo o mundo pelo Papa João Paulo II, sublinha, nas suas conclusões, que “o diálogo é uma arte que nos afasta do pessimismo com vistas curtas dos que dizem ser impossível viver juntos, declarando que os males que sofremos nos condenam a um ódio sem fim”.
Refere que “o diálogo é o caminho que pode salvar o mundo da guerra”, sublinhando que as religiões e as culturas que têm mais força e poder sobre a Terra devem cultivá-lo. E acrescenta: “o diálogo não é a opção dos que têm medo, dos que têm medo de combater. Não debilita a identidade de ninguém. Leva cada homem e mulher a dar o melhor de si.”
“Entre a guerra e a paz, religiões e culturas encontram-se” foi o tema da assembleia ecuménica e inter-religiosa, enriquecida pela participação de homens e mulheres de boa vontade que, sem qualquer opção de fé, aceitam dialogar na busca da paz no mundo, assente nos valores da democracia e do respeito intransigente pelos direitos humanos.
Em Aachen, foi sentida “a necessidade de uma Europa capaz de ser mais aberta ao Espírito”, mas ainda foi dirigida, pelos que têm fé, uma oração a Deus, para que “conceda a todos os homens, a todas as mulheres e a todos os governantes a paciência do diálogo, de amplas visões e ao mesmo tempo realista: que liberte cada um da ilusão da guerra purificadora”. E conclui, dizendo que “Deus é mais forte do que aquele que quer a guerra, mais forte do que aquele que cultiva o ódio, mais forte do que aquele que vive de violência”.
