Olho de Lince As situações com que nos deparamos diariamente deixam-nos, muitas vezes, agradavelmente surpreendidos. Faz-se a publicidade contínua dos erros e dos desaires; deixa-se na sombra, omite-se muita coisa edificante.
As três pequenas (duas adolescente e uma criança) folheavam os seus dossiês de cânticos. Aproximava-se a hora de início da Eucaristia e, por razões várias, não havia quem tocasse o órgão nem grupo para animar o canto. Mas elas foram claras: “Se o senhor padre entender que podemos solenizar, nós vamos fazer o melhor que pudermos”.
Entendi que se deveria aproveitar aquela generosidade e sadio atrevimento. Marcaram os Cânticos e tomaram o seu lugar. E a surpresa foi compensadora.
Com entusiasmo e acerto levaram a tarefa a bom termo. A Assembleia também correspondeu, de forma mais ou menos vibrante, conforme conhecia melhor ou menos bem os cânticos.
No fim, o saldo era positivo sem reservas. Manifestei-o eu próprio e vários dos participantes na Eucaristia. Prestaram um bom serviço! Disseram-nos, com os factos, que, quando se quer, consegue-se. Força, miúdas!
Q.S.
