Bênção e gratidão marcam visita pastoral à Branca

“Conhecer, amar e servir”. Foi com estes objectivos que D. António Francisco esteve em visita pastoral à paróquia da Branca na semana que concluiu no Domingo, 9 de Novembro. “Quis ser branquense com os branquenses, cristão convosco, sacerdote com os sacerdotes que aqui trabalham, bispo para vós”, afirmou na Eucaristia de encerramento.

O Bispo de Aveiro passou em revista uma semana intensa, de visitas às escolas, às instituições sociais (Centro Social Paroquial, Probranca, APPACDM), aos autarcas, aos doentes, aos diversos locais de culto… e agradeceu a simpatia e carinho que de todos recebeu, atitudes que estiveram bem patentes em diversas palavras e gestos durante a Missa (oferta de uma imagem de N.ª Senhora; oferta de uma fotografia tirada no início da celebração; agradecimento através das palavras de um leigo). No convívio que se seguiu, os branquenses escreveram com flores, à entrada do salão paroquial: “Obrigado, Sr. Bispo”.

D. António Francisco convidou a comunidade à renovação, olhando para um passado de “bênção e graça”, pois a terra deu à Igreja, desde 1939, onze padres, e pediu-lhe para olhar para o futuro próximo com “serenidade e confiança”. “Convi-do-vos a construir íntima amizade com Jesus Cristo (…), que permite uma sólida unidade. A amizade com Cristo é o motor da nova evangelização”, disse.

Três episódios, provavelmente apenas exemplos de muitos outros, numa semana muito preenchida, pontuaram as palavras do Bispo de Aveiro.

Episódio 1. Uma criança oferece ao Bispo de Aveiro uma planta. As raízes, o caule, as folhas, as flores representam as várias gerações, dos mais velhos aos mais novos. “É para o Sr. Bispo plantar no seu jardim, se o tiver”. D. António prometeu plantá-la no jardim da Casa Episcopal, mas lembrou que “as melhores plantas, flores e frutos são os frutos de fé e beleza da comunidade”.

Episódio 2. Ao visitar um casal em Fradelos, o marido (leitor do Correio do Vouga, como revelou o prelado), tendo a esposa acamada há quatro anos, confessou a D. António: “Pedi ao Senhor que a minha esposa vivesse até ver o Sr. Bispo”. D. António Francisco sentiu a situação como “um caso de imensa grandeza de alma, que ensina a sabedoria que nem na universidade se aprende”.

Episódio 3. Um aluno diz à professora: “Hoje Jesus vem à escola”. A professora emenda. Mas a criança insiste: “Sr. professora, é o mesmo. O nosso bispo é Jesus”. D. António aproveitou a deixa para afirmar que na vida e no anúncio se assume como “portador do Evangelho”, “rosto de Jesus”.

Iniciando-se a Semana dos Seminários, D. António Francisco pediu oração, carinho e “fé nos nossos seminários” e desejou que da Branca surjam, como no passado recente, vocações para a vida sacerdotal, religiosa e missionária: “Daqui jorrem eflúvios de graça e bênção para que surjam vocações”.

P.e Valdemar Costa, pároco:

“Há um querer novo que já se manifesta”

No final desta semana intensa, P.e Valdemar Costa, pároco da Branca há 33 anos, avaliou a visita como “extraordinária”. Mais: “Foi um milagre”. O pároco realçou ao Correio do Vouga a humildade e cordialidade do Bispo de Aveiro no contacto com as pessoas: “O Sr. Bispo atraía de uma maneira muito expressiva e profunda, sem qualquer artifício, mas com sinceridade”. Sublinhou, no entanto, que os encontros não foram “só emotividade, mas infundiram uma nova esperança”. “O Sr. Bispo fala a linguagem da comunhão”, disse P.e Valdemar Costa. Na paróquia, no final da visita, “há um querer novo que já se manifesta”.