Eu tenho um sonho…
de que um dia, nas rubras colinas da Geórgia, os filhos de antigos escravos e os filhos de antigos senhores de escravos poderão sentar-se juntos à mesa da fraternidade. (…)
Eu tenho um sonho…
um dia todo o vale será elevado, e todas as colinas e montanhas virão abaixo, os lugares ásperos serão aplainados e os lugares tortuosos serão endireitados e a glória do Senhor será revelada (…).
Quando deixarmos soar a liberdade, quando a deixarmos soar em cada povoação e em cada lugarejo, em cada estado e em cada cidade, poderemos acelerar o advento daquele dia em que todos os filhos de Deus, homens negros e homens brancos, judeus e cristãos, protestantes e católicos, poderão dar-se as mãos e cantar com as palavras do antigo espiritual negro: “Livres, por fim. Livres, por fim. Agradecemos a Deus, todo-poderoso, somos livres, por fim”.
Martin Luther King
(Excertos do célebre discurso proferido pelo pastor da Igreja Baptista e activista dos Direitos Humanos, em Washington, no dia 28 de Agosto de 1963)
