Confraria “As Sainhas” entronizada em Vagos

No Dia da Mulher foi entronizada a Confraria Gastronómica “As Sainhas”, de Vagos, cons-tituída exclusivamente por mulheres. A cerimónia foi “apa-drinhada” pela Confraria Gastronómica do Bacalhau (de Ílhavo) e Confraria do Nabo e Companhia (de Carapelhos, Mira), e “testemunhada” pela Confraria Camoniana (de Ílhavo) e Confraria Almas Santas da Areosa (de Águeda).

Na missa de entronização da confraria, o Padre Carvalhais realçou o desejo estatuário da novel associação pugnar pela defesa e valorização do genuíno património gastronómico de Vagos e da região, bem como lutar por uma melhor saúde pública e pelo ambiente.

Para além de palavras de incentivo à nova confraria, o pároco vaguense alertou as cerca de três dezenas de confrades de “As Saínhas” para os obstáculos que irão surgir e que fazem parte da vida de qualquer colectividade, e de qualquer ser humano. No final da eucaristia, o Padre Carvalhais benzeu os estatutos, as insígnias e o estandarte da Confraria Gastronómica “As Sainhas”.

Os primeiros passos foram dados em 2007, num evento gastronómico ocorrido na Praia da Vagueira. Desde então, o projecto foi ganhando consistência até se tornar realidade, com a singularidade de ser a primeira confraria gastronómica do concelho de Vagos e uma confraria exclusivamente formada por mulheres, caso quase inédito entre as confrarias gastronómicas portuguesas.

Tendo por designação “As Sainhas”, a confraria adoptou para sua insígnia a caldeira dos rojões das “sainhas”, muito populares nos dias da “matadela” do porco, rojões que eram acompanhados por sarrabulho e tiras de fígado cozido. O bastão de confrade remete também para esse prato tradicional, já que tem a forma de um “mexão” de mexer a carne dos rojões (das sainhas e da febra).

O traje de confrade é saia preta, camisa branca, capa de tricana vaguense (capa negra e comprida) e chapéu castanho, com um toque masculino.

Cardoso Ferreira