Grupos Cáritas de Oliveira do Bairro preocupados com o aumento dos pedidos de auxílio

Reuniram no Centro Social Paroquial da Palhaça, no passado dia 11 de Março, os Grupos Cáritas do Arciprestado de Oliveira do Bairro, com os responsáveis da Cáritas Diocesana de Aveiro. Estiveram presentes alguns párocos, o arcipreste P.e António Cruz, o vigário episcopal para a Pastoral Social, P.e João Gonçalves, e, da Cáritas Diocesana, o respectivo presidente, diácono José Alves, e o diácono Diamantino.

Este encontro de trabalho e de sensibilização teve lugar no decurso da Semana Nacional da Cáritas e na véspera do peditório nacional, que se realizou de 12 a 15 de Março em toda a Diocese.

O Pe. João Gonçalves fez-se eco das preocupações da Pastoral Social na actualidade. Situou-se nas pessoas, nos seus direitos e deveres e na optimização da sociedade, “que deve viver na justiça, na dignidade, sem fome, com casa, na igualdade de direitos e deveres, preocupados com o bem uns dos outros, fazendo o bem”. Citou palavras do Presidente da Comissão “Justiça e Paz”, afirmando que a pobreza configura um “crime”, uma ofensa aos direitos fundamentais da pessoa humana. Deu uma panorâmica sobre os diversos aspectos da Pastoral Social, que urge organizar ou continuar a desenvolver, e a necessidade de maior solidariedade em favor dos mais de dois milhões de portugueses que vivem abaixo do limiar da pobreza.

O diácono José Alves afirmou que, apesar de haver outras organizações que praticam a caridade, a Cáritas é por excelência o organismo da Igreja para esta acção em prol dos mais carecidos; e que é importante a conjugação de esforços entre todos, cada um com o seu espaço próprio, e que a Cáritas não substitui ninguém e que ninguém a substitui, já que só uma instituição como a Cáritas torna possível uma resposta adequada nalgumas áreas.

Falou das acções concretas a desenvolver nos diversos aspectos relacionados com o desemprego, problemas familiares, violência doméstica, toxicodependência, etc.; que os elementos Cáritas devem ser “radares” para descobrir as necessidades das pessoas, indo ao seu encontro e ajudá-las a encontrar as soluções ou caminhos para os seus problemas; na necessidade de uma estreita colaboração com os outros movimentos ou instituições existentes nas paróquias, bem como de outros grupos organizados para a prática da caridade.

Referiu que o arciprestado de Oliveira do Bairro é o que tem melhor percentagem de Grupos Cáritas na Diocese, com seis paróquias bastante activas, duas em recuperação e duas que não têm, mas nas quais se perspectiva a sua criação.

Informou do aumento significativo dos pedidos de apoio que chegam à Cáritas Diocesana; do aumento dos valores que esses pedidos acarretam; da dificuldade em dar satisfação a todos esses pedidos; e da necessidade de se conseguirem novos auxílios, quer em géneros, quer em dinheiro, para fazer face a todas as exigências das acções em curso.

No passado Domingo, dia 15, foi celebrado o “Dia Diocesano da Cáritas”, com uma Missa na Igreja Paroquial de Oiã, presidida pelo P.e João Gonçalves, e com a presença de todas as Cáritas paroquiais do arciprestado.

Carlos Nunes