Educação Três dias de testes, nervosismo e muito convívio animaram na Universidade de Aveiro em mais uma edição do PmatE, um projecto que conta já com 20 anos de competições
Em ano de comemoração do 20.º aniversário do Projecto Matemática Ensino (PmatE) deslocaram-se a Aveiro cerca de 20 mil alunos com o intuito de participar nas provas de Matemática, Biologia, Física e Português. Nos dois primeiros dias tiveram lugar as competições do 1.º, 2.º e 3.º ciclos, respectivamente, ficando o último dia para as dos jovens do ensino secundário.
António Batel Anjo, professor da Universidade de Aveiro, considera “que é sempre muito importante ver o espaço repleto de miúdos e graúdos que tomam gosto por este projecto e dando-lhe um grande sucesso”. “Só para haver uma ideia, em 20 anos de competições, este ano é o primeiro em que conseguimos ter alunos de todo o país, incluindo da Madeira e dos Açores”, afirma o coordenador da iniciativa.
No âmbito da comemoração dos 20 anos, foi lançado a “Operação Pega Monstro”, uma competição que tem por base um software educativo, gratuito e disponível na Internet, que associa os conteúdos leccionados na sala de aula ao factor lúdico, estimulando desse modo o estudo/aprendizagem das disciplinas.
Era numa tenda montada em plena alameda da Universidade que estavam dispostas mesas corridas com duplas de alunos e um computador “Magalhães.” O ambiente era de nervosismo mas de atenção para os exercícios e para o tempo, que estava sempre a contar. Em 30 minutos tinham de fazer o teste e em cada nível errado perdiam “vidas”. A apresentação dos exercícios como se de um jogo se tratasse leva os alunos a quererem ganhar a competição. “Considera-se que este projecto possa motivar os alunos a aprender Matemática de formas simples, desmistificando aquela ideia que todos temos desta matéria. Como se vê eles gostam e este ano ainda alargámos a mais 3 disciplinas que foram muito bem aceites”, refere Batel Anjo.A Operação Pega Monstro não ficou apenas dentro da tenda. No exterior, havia sempre animação, desde insufláveis a música, e muito convívio entre miúdos e graúdos, tendo como inspiração as histórias dos super-heróis.
Com a participação, cada vez maior de escolas de todo o país e ilhas, a organização promete “dar mais e melhor Matemática, entre outras disciplinas, para o ano que vem.” Aguardemos a realização da promessa.
Sónia Neves
Impressões
“Os alunos estão muito motivados”
Raquel Silva
Voluntária no PmatE
“Estou a tirar o doutoramento em Eng.ª Mecânica aqui na Universidade e achei interessante vir como voluntária. As crianças estão a adorar… Estão muito motivadas, chegam cá com grandes expectativas para fazer os testes e muito incentivadas pelos professores. Este tipo de iniciativas é muito importante porque faz com que estes estudantes ganhem gosto, sobretudo, pela Matemática, uma área que nem sempre se mostra muito simpática… Gostam de aqui estar, já vão trocando opiniões connosco e até aderiram bem ao facto do teste ser feito no conhecido “Magalhães”. Quanto a resultados dos testes… há de tudo, desde alunos que saem a chorar por não ter passado do primeiro nível, àqueles que chegam aos últimos níveis e saem completamente eufóricos! Está a ser uma experiência muito gratificante!”
“Não vínhamos bem preparadas”
Patrícia, Sofia e Inês
Escola de Penafiel
“Somos alunas do 6.º ano e viemos para aqui por conselho dos nossos professores. Chegámos cá com muita expectativa mas agora já percebemos que não vínhamos bem preparadas… Só chegámos ao terceiro nível e aqui parece que tudo é mais difícil! Mas valeu a pena por cá estar, conhecer novas pessoas. Para o ano viremos novamente para conseguir melhores resultados!”
“Queremos chegar ao último nível no próximo ano”
Vasco e João
Colégio da Imaculada Conceição
Viseu
“Estamos muito contentes…
Conseguimos chegar ao nível 18, o que para nós é uma etapa de vitória! Viemos ao PmatE essencialmente para participar… Estudámos muito, com a ajuda da nossa professora, fizemos muitos testes e correu bem! Mas o nosso objectivo até foi mesmo prepararmo-nos para as provas de aferição do 6.º ano e acho que estamos bem preparados! Talvez para o próximo ano seja possível chegar ao último nível, vamos continuar a estudar!”
