O Conselho Diocesano de Pastoral pronunciou-se na última reunião, na noite do dia 20 de Maio, sobre o que deverá conter o plano diocesano da pastoral sócio-caritativa e sobre o Centro Universitário Fé e Cultura e a pastoral do Ensino Superior.
Elaborar um plano para a pastoral sócio-caritativa é tido como algo fundamental para que a acção da Igreja no campo social seja coordenada, eficaz, abrangente e completa, em suma, mais evangélica. Quando o plano estiver elaborado, na mão dos responsáveis de grupos e instituições e na dos cristãos em geral, há-de ser um instrumento útil para programar, conhecer, inspirar.
O plano será um instrumento de trabalho para os cristãos que por si mesmos desenvolvem “acções espontâneas, pessoais e directas”, nas palavras do P.e João Gonçalves, que apresentou o tema, mas também para os centros sociais, patronatos, misericórdias, comissões e outros grupos, tanto a nível diocesano como paroquial.
Pelas intervenções dos conselheiros passaram algumas notas de diagnóstico e sugestões que hão-de integrar o plano. Foi dito que é necessário conhecer e elencar todos os organismos que trabalham na área social; estabelecer linhas de coordenação para que duas ou mais instituições não surjam como que disputando uma mesma área; e estabelecer redes entre organismos e, por exemplo, formar conjuntamente os seus elementos partilhando recursos e despesas.
Sugeriu-se que a acção social, sem descurar a ajuda imediata, deve formar e levar à autonomia das pessoas, em vez da “subsidiodependência”. Adiantou-se mesmo que as instituições devem entrar nas escolas para educar para a prevenção. “Este tipo de acções é recebido com agrado nas escolas”, disse uma conselheira. Insistiu-se na motivação das pessoas para a caridade, na programação por objectivos e na criação de pelo menos um grupo sócio-caritativo em cada paróquia. Por outro lado, adiantou-se a possibilidade de criação de um fundo diocesano de solidariedade. Um conselheiro perguntou se, numa altura de aperto económico, não seria de questionar a existência de imóveis devolutos que estão na posse da Igreja. Foi dito, também, que o Plano deverá fomentar uma “voz firme da Igreja para responder” perante os responsáveis políticos do sector social, além de fomentar a “rentabilização de recursos”.
No segundo tema afirmou-se a importância a instituição (criada em 1987) e edifício CUFC (inaugurado em 1991) para a pastoral do ensino superior na região de Aveiro e não apenas na Universidade, mas realçou-se que o principal testemunho cristão é dado pelos professores, alunos e funcionários que desempenham bem as suas funções na universidade ou nos institutos superiores. Referiu-se o meio em constante mudança que é o ambiente académico e a importância do CUFC para o acolhimento dos estudantes.
Agradecendo os “contributos convergentes” e “todos necessários”, D. António Francisco realçou o mundo complexo e cheio de possibilidades que é o Ensino Superior e informou que o plano acima referido, terá de ser “expressão alargada de toda a Diocese”. No Dia da Igreja Diocesana, que está marcado para o dia 28 de Junho, no Santuário de Vagos, receberá contributos de muitos mais cristãos.
J.P.F.
